A TAPSi, uma plataforma de mobilidade urbana portuguesa criada por doutorandos da Universidade de Coimbra, anunciou a conclusão de uma ronda de investimento, consolidando a sua operação como 100% elétrica. Esta notícia foi divulgada na passada sexta-feira, embora a empresa não tenha revelado o montante angariado.
Com a entrada de novos investidores do ecossistema tecnológico e empreendedor português, a TAPSi reforçou a sua estrutura, o que permitirá acelerar o desenvolvimento da plataforma e sustentar uma nova fase de crescimento. Para liderar esta fase, Rui Nuno Castro foi nomeado CEO da empresa.
A TAPSi, que começou a operar em Coimbra no final de 2025, já conta com mais de cinco mil utilizadores registados. A plataforma foi concebida para funcionar como um “ambiente real de teste e desenvolvimento da tecnologia”, sendo totalmente desenvolvida em Portugal. Rui Nuno Castro sublinhou que, ao ser uma plataforma criada de raiz em 2026, a TAPSi não enfrenta a necessidade de transição para a eletrificação, ao contrário de outras empresas do setor. “O setor está nos 45% de eletrificação; nós já estamos nos 100%. É essa a nossa diferença face às grandes plataformas”, afirmou o CEO.
A TAPSi posiciona-se num mercado nacional que, segundo o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), conta atualmente com apenas três plataformas TVDE. A empresa procura destacar-se como uma alternativa portuguesa, com tecnologia nacional e uma relação mais próxima com motoristas e operadores. Além disso, a TAPSi já está a planear a sua expansão para novas geografias.
Este anúncio coincide com a celebração do Dia Mundial da Energia em Coimbra, um evento que promove a transição energética e as cidades sustentáveis. A TAPSi, ao assumir uma postura totalmente elétrica, alinha-se com as tendências globais de sustentabilidade e inovação no setor da mobilidade.
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Fonte: Sapo





