Luís Portela, Presidente da Fundação Bial, é o 80º convidado do podcast “E Se Corre Bem?”. Desde jovem, Portela nutria uma paixão por temas como espiritualidade e neurociência, o que o levou a estudar medicina. Contudo, a morte do seu pai alterou o seu percurso, forçando-o a assumir a liderança da Bial, a empresa familiar.
A sua formação em medicina e psicologia médica, aliada à experiência docente, moldou a sua visão sobre a ciência e a investigação. Portela sempre procurou um “caminho do meio”, onde a fé e a ciência pudessem coexistir. “Acredito que o universo tem leis naturais e que tudo pode ser explicado”, afirma.
Após a morte do pai, Portela decidiu abdicar da sua carreira médica para se dedicar à Bial. “Foi uma decisão livre minha abdicar da minha carreira pela empresa da família”, explica. Com apenas 27 anos, enfrentou o desafio de liderar a empresa, que atravessava um período difícil. A sua determinação em inovar levou-o a buscar profissionais qualificados para reforçar a equipa da Bial.
“Quando assumi a liderança, pensava que a melhor maneira de dar continuidade à empresa era oferecer novas soluções terapêuticas ao mundo”, revela. Apesar das dificuldades, Portela concretizou o seu sonho de levar novos medicamentos ao mercado, contribuindo para a internacionalização da Bial.
Além de gerir a empresa, Portela fundou a Fundação Bial, com o objetivo de apoiar a investigação nas áreas da neurociência e parapsicologia. “Quis apoiar a investigação porque acredito que, se conseguir ajudar investigadores, eles poderão ir muito mais longe do que eu sozinho”, afirma. Até hoje, a fundação já apoiou cerca de 1900 investigadores.
Através de iniciativas como o Simpósio “Aquém e Além do Cérebro”, Portela procura criar um espaço de diálogo entre diferentes áreas do conhecimento. “Agora, mais de 25% dos projetos que apoio envolvem equipas multidisciplinares”, destaca. Para ele, esta colaboração é fundamental para o desenvolvimento do conhecimento.
Luís Portela é um exemplo de como a paixão pela ciência e a vontade de inovar podem transformar o legado familiar em algo ainda mais significativo. “Acredito que o conhecimento se desenvolve através da colaboração e da partilha”, conclui.
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Luís Portela Luís Portela Luís Portela Nota: análise relacionada com Luís Portela.
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Fonte: ECO





