Nvidia apresenta novo processador para computadores pessoais

A Nvidia revelou recentemente um novo processador destinado a portáteis com o sistema operativo Windows, com o objetivo de desafiar a liderança da Intel neste segmento e adaptar os dispositivos à era da inteligência artificial (IA). Jensen Huang, CEO da Nvidia, destacou que “a Microsoft e a Nvidia vão reinventar o PC; este será o novo PC”, ao anunciar o lançamento do “RTX Spark”, previsto para o outono.

As duas gigantes tecnológicas norte-americanas trabalharam em conjunto para otimizar o desempenho deste novo computador, que promete ser capaz de executar uma vasta gama de tarefas, incluindo aplicações complexas em biologia digital, processamento sísmico e astrofísica. A Nvidia, tradicionalmente conhecida pelas suas unidades de processamento gráfico (GPU), tem vindo a expandir-se para o domínio da IA, onde as suas tecnologias têm sido fundamentais para o desenvolvimento de chatbots, geradores de imagens e agentes que realizam tarefas para os utilizadores.

Com um valor de mercado que ultrapassa os cinco biliões de dólares (aproximadamente 4,29 biliões de euros), a Nvidia já supera o PIB de países como o Japão e a Índia. O foco do anúncio recente, no entanto, está na nova unidade central de processamento (CPU), que funciona como o cérebro do computador. Stephen Wu, ex-engenheiro de IA e fundador do fundo de investimento Carthage Capital, comentou que “a Nvidia está a ignorar a cadeia de fornecimento tradicional de PC para construir um monopólio de hardware completo”. Segundo Wu, a Intel e a AMD são as principais empresas afetadas por esta nova abordagem.

O novo processador Nvidia promete oferecer a largura de banda de memória necessária para que os utilizadores de IA possam executar modelos robustos localmente, sem latência. Durante a conferência de programadores GTC da Nvidia, Huang também abordou a questão do impacto da IA no mercado de trabalho, afirmando que “não faz sentido” considerar que a IA está a eliminar empregos. Ele sublinhou que o setor está a contratar cada vez mais engenheiros de programação, com a força de trabalho atual de 30 milhões de programadores a gerar cerca de três biliões de dólares (2,48 biliões de euros) em salários.

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Huang argumentou que a produtividade dos programadores é três vezes superior, resultando em um impacto significativo na economia, com a geração de nove biliões de dólares (7,73 biliões de euros) em trabalho produtivo. “Este é o potencial, esta é a promessa da IA. O número de engenheiros está, na verdade, a aumentar”, afirmou. Ele procurou dissipar as preocupações sobre a IA e o emprego, enfatizando que a tecnologia já está a gerar lucros e a contribuir para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Leia também: O impacto da IA na economia global.

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Fonte: ECO

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