A proposta de inquérito parlamentar sobre a Operação Influencer, apresentada pelo Chega, foi rejeitada por uma ampla maioria no Parlamento. O PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra a iniciativa, que visava investigar a eventual responsabilidade de membros do último Governo socialista, liderado por António Costa, nos factos relacionados com a operação.
Durante a votação, apenas o Chega se manifestou a favor da proposta, enquanto o PCP, CDS, PAN e JPP optaram pela abstenção. O debate, que ocorreu na terça-feira, foi marcado por intervenções acaloradas. O presidente do Chega, André Ventura, argumentou que a queda do Governo de António Costa, em novembro de 2024, não foi um acaso, mas sim resultado de uma operação judicial destinada a desmantelar uma rede de corrupção na administração pública.
André Ventura acusou António Costa de ter mentido sobre o caso, justificando assim a necessidade de um inquérito parlamentar. Em resposta, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, defendeu que a extrema-direita utiliza a corrupção como uma ferramenta para deslegitimar as instituições e atacar adversários políticos. Dias sublinhou que o Governo do PS tem priorizado o combate à corrupção, citando o aumento do orçamento da Polícia Judiciária e a implementação de uma estratégia nacional anticorrupção.
Do lado do PSD, a deputada Bárbara Amaral Correia expressou a opinião de que uma comissão de inquérito não contribuiria para esclarecer a verdade, podendo, ao invés, perturbar a investigação em curso e transformar um processo judicial num campo de batalha política. Em contraste, Rui Rocha, ex-presidente da Iniciativa Liberal, afirmou que o PS tem uma cultura que favorece a corrupção, enquanto o deputado do CDS-PP, João Almeida, sugeriu que o parlamento deveria ter a capacidade de investigar questões que a Justiça não consegue apurar.
A rejeição da proposta de inquérito à Operação Influencer levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade política em casos de corrupção. A discussão em torno deste tema continua a ser relevante, especialmente num momento em que a confiança nas instituições é fundamental.
Leia também: O impacto da corrupção na política portuguesa.
Operação Influencer Operação Influencer Operação Influencer Nota: análise relacionada com Operação Influencer.
Leia também: Idade mínima para trabalhar em Portugal: tudo o que precisa de saber
Fonte: ECO





