O Metropolitano de Lisboa suspendeu a sua operação a partir das 23:00 de hoje, em consequência da greve geral convocada pela CGTP. Esta paralisação, que se estende até à manhã de quinta-feira, foi confirmada por fontes da empresa e da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).
Sara Gligó, representante da FECTRANS, sublinhou que se espera uma adesão significativa à greve geral, que visa contestar o novo pacote laboral proposto pelo Governo. A empresa já havia anunciado em comunicado a interrupção do serviço, que deverá ser retomado às 06:30 de quinta-feira.
O Conselho Económico e Social (CES) não estabeleceu serviços mínimos para a circulação das composições, o que significa que a paralisação será total. José Manuel Oliveira, coordenador nacional da FECTRANS, afirmou que todas as empresas de transportes urbanos estão mobilizadas contra as alterações à legislação laboral.
Os pré-avisos de greve abrangem não só os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, mas também de outras empresas de transporte, como Carris, Transtejo/Soflusa e Comboios de Portugal. Esta greve geral, que ocorre em dezembro de 2025, é a primeira a juntar a CGTP e a UGT desde 2013, refletindo a insatisfação com as propostas do Governo.
A proposta de revisão da legislação laboral inclui mais de 50 alterações, das quais 12 foram sugeridas pela UGT, conforme indicado pela ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho. A falta de acordo nas negociações levou à convocação desta greve geral, que promete impactar significativamente o transporte público na capital.
O Metropolitano de Lisboa opera habitualmente com quatro linhas: Amarela, Verde, Azul e Vermelha, funcionando entre as 06h30 e a 01h00. A interrupção do serviço devido à greve geral poderá causar transtornos a muitos passageiros.
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Fonte: Sapo





