A Microsoft anunciou, durante a sua conferência anual Microsoft Build, a introdução de novos modelos de inteligência artificial (IA) que visam diminuir a sua dependência da OpenAI, criadora do ChatGPT. Esta apresentação teve lugar em São Francisco e marca um passo significativo na estratégia da gigante tecnológica para se tornar mais autossuficiente no campo da IA.
O novo modelo, denominado MAI-Thinking-1, é o primeiro a focar no raciocínio, permitindo que a IA decompõe problemas de forma metódica antes de apresentar soluções. Embora ainda esteja disponível apenas para um número restrito de clientes, este desenvolvimento surge após uma reestruturação significativa do laboratório de IA da Microsoft, que ocorreu em março. Sophie Lebrecht, uma das novas investigadoras de IA da empresa, sublinhou a importância da autossuficiência, afirmando que o modelo foi criado “de raiz”, sem recorrer à prática comum de replicar tecnologias existentes.
Desde o ano passado, a Microsoft deixou de estar exclusivamente ligada à OpenAI, mantendo apenas uma licença para utilizar a sua tecnologia até 2032. Mustafa Suleyman, responsável pelo desenvolvimento da IA na Microsoft, também apresentou outros modelos inovadores, incluindo ferramentas para geração de imagens, transcrição, criação de vozes sintéticas e programação.
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, encerrou a conferência destacando a criação de um “ecossistema” em torno dos novos modelos de IA, em contraste com outras abordagens que, segundo ele, “têm sede de todos os dados”. Esta visão reflete a intenção da Microsoft de liderar a inovação no setor, competindo diretamente com empresas como a Amazon e a Google.
Além dos modelos de IA, a Microsoft revelou um mini-PC, o Surface RTX Spark Dev Box, que permite a execução de modelos de IA offline, e uma plataforma dedicada à investigação científica. A empresa também apresentou um novo chip quântico, o Majorana 2, mostrando a sua ambição em expandir as suas capacidades tecnológicas.
A Microsoft está a apostar na chamada IA “agêntica”, que transforma chatbots em assistentes proativos. O Microsoft Scout, o primeiro assistente “sempre ativo”, é capaz de preparar reuniões, gerir calendários e redigir e-mails, mesmo quando o computador está desligado. Este desenvolvimento é o culminar de mais de trinta anos de esforços da Microsoft para criar o assistente ideal.
Para acompanhar esta nova era, a empresa também anunciou um ecossistema de dispositivos Android que interagem com agentes de IA através de comandos de voz. Durante a conferência, foram apresentados dois protótipos: um altifalante de secretária com ecrã, que reconhece o utilizador pelo rosto, e um crachá desenvolvido em parceria com a Qualcomm, que permite a comunicação com o agente de IA.
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modelos de IA modelos de IA Nota: análise relacionada com modelos de IA.
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Fonte: ECO





