Greve Geral dos Enfermeiros: Adesão de 75,3% contra reforma laboral

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou que a greve geral realizada na quarta-feira contou com uma adesão de 75,3% dos profissionais da área. Esta mobilização tem como objetivo contestar a reforma laboral proposta pelo Governo, que o sindicato considera prejudicial para a classe.

Em comunicado, o SEP destacou que a elevada adesão à greve demonstra a forte rejeição dos enfermeiros, abrangendo todos os setores, sejam eles público, privado ou social, em relação ao pacote laboral e à proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Ministério da Saúde. Segundo o sindicato, a reforma representa um retrocesso significativo, que desestabiliza a relação entre trabalhadores e empregadores, afetando diretamente os direitos dos enfermeiros.

Entre as preocupações expressas pelo SEP, destaca-se a questão da parentalidade e a dificuldade em conciliar a vida pessoal com a profissional. O sindicato alerta ainda para a perpetuação de vínculos precários, que podem agravar a situação dos profissionais de saúde. O ACT, segundo o SEP, poderá resultar numa maior desregulação dos horários de trabalho, aumentando assim os conflitos nas instituições de saúde e potencialmente contribuindo para a fuga de enfermeiros para o estrangeiro.

Os enfermeiros afirmam estar dispostos a continuar a lutar pela valorização da sua carreira, incluindo a reivindicação de aumentos salariais. O SEP critica o Governo por não ter abordado questões fundamentais, como o pagamento de retroativos e a necessidade de um modelo de avaliação de desempenho que seja justo e objetivo. Além disso, a carência de enfermeiros, que se agrava diariamente, é uma preocupação constante.

A paralisação dos enfermeiros decorreu entre as 00:00 e as 24:00 de quarta-feira, com impactos também na terça-feira devido ao início dos turnos noturnos. Durante a greve, foram assegurados os serviços mínimos, mas os enfermeiros mantêm a sua posição contra as propostas do Governo, exigindo a revogação das “normas gravosas” do código do trabalho.

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A CGTP já anunciou um pré-aviso de greve geral para o dia 3 de junho, em resposta às alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem um acordo satisfatório. Em maio, o Governo aprovou a proposta de revisão da lei laboral em Conselho de Ministros, que agora será discutida no parlamento. A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, fez o anúncio em conferência de imprensa, uma semana após o fim das negociações.

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Fonte: Sapo

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