Petróleo desvaloriza 3% após cessar-fogo entre Israel e Líbano

O preço do petróleo registou uma queda superior a 3% esta quinta-feira, impulsionada pelo anúncio do cessar-fogo entre Israel e Líbano. Este acordo foi confirmado na quarta-feira, através de um comunicado conjunto das forças norte-americanas, israelitas e libanesas. O barril de brent desceu 3,43%, fixando-se nos 94,46 dólares, enquanto o crude desvalorizou 3,61%, atingindo os 92,55 dólares.

O cessar-fogo foi resultado de negociações lideradas pelos Estados Unidos, que convocaram uma reunião trilateral de alto nível entre representantes de Israel e do Líbano. O comunicado do Departamento de Estado norte-americano revelou que os dois países concordaram em implementar um cessar-fogo, condicionado à cessação total dos disparos do Hezbollah e à evacuação dos seus operacionais da região do Sul de Litani.

Além disso, Israel e Líbano, sob a orientação dos EUA, comprometeram-se a criar zonas-piloto onde as Forças Armadas Libanesas assumirão o controlo exclusivo do território, excluindo intervenientes não estatais. Esta medida visa facilitar um acordo abrangente de paz e segurança entre os dois países.

O comunicado também destacou que a relação futura entre Israel e o Líbano deve ser decidida pelos dois governos soberanos, rejeitando qualquer tentativa de interferência externa. Ambos os países reafirmaram que não têm intenções hostis um para com o outro e manifestaram a vontade de continuar as negociações diretas para resolver questões pendentes.

As delegações discutiram ainda uma estrutura de segurança, com base em conversas anteriores no Pentágono, que visa garantir a soberania e a integridade territorial de ambos os países. O desmantelamento de grupos armados não estatais e a prevenção do seu ressurgimento foram também temas centrais nas discussões.

As partes envolvidas condenaram os ataques do Irão na região, considerando que estas ações minam a estabilidade do Médio Oriente. Os Estados Unidos reiteraram o seu apoio a ambos os governos na busca por um acordo de cessar-fogo, enfatizando que este deve ser alcançado diretamente entre Israel e o Líbano, com a mediação norte-americana.

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O Líbano, por sua vez, reafirmou a necessidade de respeito pelas fronteiras internacionalmente reconhecidas e a urgência na implementação da cessação das hostilidades. Ambas as partes concordaram em retomar as discussões políticas e de segurança a partir da semana de 22 de junho, com o objetivo de alcançar um acordo abrangente.

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Fonte: Sapo

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