A escalada do conflito entre o Irão e Israel está a provocar restrições no espaço aéreo de vários países do Médio Oriente. A Jordânia, em particular, denunciou a violação do seu espaço aéreo por mísseis, numa resposta aos ataques iranianos contra Israel, que ocorreram após um bombardeamento israelita nos subúrbios de Beirute, no Líbano.
O porta-voz do Governo jordano, Mohamed al Momani, informou que as autoridades ativaram sirenes e pediram aos cidadãos que seguissem as instruções de segurança. As Forças Armadas da Jordânia estão a monitorizar a situação de perto, reafirmando o seu compromisso em proteger o país e os seus cidadãos. Até ao momento, não houve relatos de mísseis a cair no território jordano, mas o governo deixou claro que não tolerará qualquer tentativa de violação do seu espaço aéreo.
Além da Jordânia, a Síria também decidiu fechar parcialmente o seu espaço aéreo em resposta aos ataques do Irão. O Iraque anunciou um encerramento temporário de 72 horas, enquanto a Síria suspendeu a atividade do aeroporto internacional de Damasco e encerrou os seus corredores aéreos do sul durante 12 horas. O Irão, por sua vez, fechou o seu espaço aéreo ocidental até nova ordem.
No Qatar, as autoridades de aviação civil emitiram um aviso sobre rotas alternativas para voos com destino ao Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Embora o espaço aéreo do Qatar não tenha sido encerrado, as rotas alternativas devem ser utilizadas entre 7 e 14 de junho, como medida de precaução.
O Irão lançou uma série de ataques de mísseis contra Israel como retaliação pelos bombardeamentos israelitas em Beirute. O Exército iraniano advertiu Israel de que, se continuar a atacar o seu território ou o Líbano, enfrentará uma resposta devastadora. Este ataque é particularmente significativo, pois ocorre após um cessar-fogo acordado entre Líbano e Israel, que foi condicionado à cessação dos ataques.
Teerão tem exigido a interrupção dos ataques contra o Líbano como parte das negociações para um acordo que possa pôr fim à guerra iniciada em fevereiro e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo e gás. A situação continua a ser monitorizada de perto, dado o potencial impacto nas relações internacionais e na estabilidade da região.
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Fonte: ECO





