Moçambique acaba de formar 30 operadores de drones certificados, que estarão agora aptos a combater ciclones, inundações e outras emergências humanitárias a partir do ar. Esta formação foi financiada pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), com um investimento de 967 mil dólares (cerca de 839 mil euros).
O projeto, denominado “Solução de Gestão de Catástrofes com Base em Drones”, marca uma nova abordagem na preparação e mitigação de catástrofes naturais em Moçambique. Entre os 30 profissionais formados, encontram-se dez instrutores de drones, que foram certificados e representam diversas entidades e departamentos governamentais. A formação incluiu competências de pilotagem, regulamentação do espaço aéreo, protocolos de recolha de dados, planeamento de missões e manutenção de drones.
Rômulo Corrêa, representante residente do BAD em Moçambique, destacou a importância desta formação: “O banco continuará a facilitar atividades de reforço de capacidades, com o objetivo de prestar serviços a custos reduzidos à população de Moçambique. Ao passar da melhor formação para operações ativas, estamos a garantir que as instituições nacionais tenham as ferramentas e competências necessárias para responder de forma mais eficaz e salvar vidas.”
Com a conclusão da fase de formação, o projeto irá agora implementar drones em cinco zonas identificadas pelo Governo como altamente vulneráveis a catástrofes e inundações. Desses 30 operadores de drones, 10 serão selecionados para esta fase, onde irão aplicar conhecimentos em tecnologia avançada e utilizar os drones para missões de busca e salvamento, cartografia aérea, vigilância e monitorização da qualidade da água.
Adérito Celso Félix Aramuge, diretor-geral do Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique, afirmou que “a conclusão desta fase de formação é um marco significativo, não só para o projeto, mas também para a estratégia mais ampla de resiliência digital de Moçambique.” Ele expressou orgulho por ter formado um grupo inicial de operadores e instrutores de drones que constituirão a base desta capacidade nacional.
Moçambique é um dos países mais afetados pelas alterações climáticas, enfrentando cheias e ciclones tropicais de forma recorrente durante a época chuvosa, que vai de outubro a abril. Na última época das chuvas, o número de mortos ascendeu a 311, com 1,07 milhões de pessoas afetadas, segundo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres.
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Fonte: Sapo





