Taxa variável no crédito habitação atinge mínimo histórico

Em abril de 2023, a percentagem de novas operações de crédito habitação com taxa variável caiu para 13,92%, segundo dados do Banco de Portugal. Este é o valor mais baixo desde dezembro de 2018, quando o regulador começou a divulgar informações sobre as taxas de juro neste segmento.

Após um início de ano promissor para a taxa variável, que parecia estar em recuperação, a tendência inverteu-se em março e confirmou-se em abril. Em contrapartida, a taxa mista tem conquistado cada vez mais espaço, representando 84,5% das novas operações, incluindo novos contratos e renegociações. Este é o 31º mês consecutivo em que a taxa mista é a opção preferida pelos mutuários.

A subida da Euribor, que voltou a aumentar em vários prazos, tem levado muitos clientes a optar pela segurança e previsibilidade da taxa mista. A taxa fixa, por sua vez, também viu o seu peso cair para um mínimo histórico de 1,57%, embora continue a ter uma importância residual no mercado.

A prestação mensal média dos créditos habitação também subiu, aumentando três euros em abril, para um total de 428 euros. Este aumento, aliado à subida da Euribor, ajuda a explicar a crescente preferência pela taxa mista. A taxa mista registou uma média de 2,74%, enquanto a taxa variável teve uma média de 2,96% e a taxa fixa alcançou 3,7%.

Analisando os novos empréstimos com taxa variável, a maioria dos mutuários (49%) optou pela Euribor a seis meses, seguida pela Euribor a 12 meses (36%) e a Euribor a três meses (9%). A tendência de crescimento da taxa mista e a diminuição da taxa variável são evidentes, com a diferença entre ambas a reduzir-se consideravelmente. Um ano atrás, a taxa variável representava 58% dos empréstimos, enquanto a taxa mista estava em 37%. Agora, a taxa variável ocupa 49% e a taxa mista 45%.

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Em termos de taxa de juro média, Portugal apresenta um valor de 2,85%, o quarto mais baixo da Zona Euro, onde a média é de 3,43%. Apenas Espanha, Bulgária e Malta apresentam taxas mais baixas. Nos contratos de crédito habitação renegociados, a taxa média foi de 2,80%, ligeiramente inferior à dos novos contratos.

Além do crédito habitação, o Banco de Portugal revelou que as novas operações de empréstimos a particulares diminuíram em todas as finalidades, totalizando 3.695 milhões de euros. O crédito habitação caiu 203 milhões de euros, enquanto os empréstimos ao consumo e para outros fins também registaram quedas.

Por outro lado, os depósitos a prazo continuam a ser uma opção atrativa, com um aumento significativo no montante investido, embora a taxa de juro média se mantenha baixa, em 1,44%. Este valor é o quarto mais baixo da Zona Euro, onde a média é de 1,91%.

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Fonte: Doutor Finanças

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