A formação híbrida tem vindo a consolidar-se como o modelo preferido pelas empresas em Portugal, refletindo uma adaptação às exigências do mercado contemporâneo. Várias organizações, como a Abreu Advogados e a McDonald’s Portugal, têm implementado este modelo, que combina formação interna com programas externos.
Nádia Fonseca, diretora de Recursos Humanos da Abreu Advogados, afirma que este modelo visa preparar os advogados para um ambiente profissional cada vez mais influenciado pela tecnologia e inovação. A formação híbrida é estruturada em “Escolas” que abrangem áreas como Direito, Gestão e Desenvolvimento Pessoal, permitindo uma aprendizagem contínua adaptada a cada função e nível de carreira.
A Abreu Advogados também investe na formação externa, incluindo mestrados e programas executivos, o que reforça a sua posição como uma sociedade inovadora no setor jurídico. “Este modelo serve o desenvolvimento interno e a captação de talento jovem”, conclui Nádia Fonseca.
Na McDonald’s, o Centro de Formação interno é fundamental para o desenvolvimento dos colaboradores, oferecendo cursos em formatos presencial e virtual. Sofia Mendonça, responsável pelo departamento de recursos humanos, destaca que a formação híbrida garante consistência e flexibilidade, permitindo que mais de 90% dos gerentes de restaurante tenham começado como operadores. A empresa também promove inclusão social através de formações em Língua Gestual Portuguesa.
Ana Gama Marques, diretora de Pessoas e Organização da Meo, refere que a formação híbrida é essencial para alinhar a cultura da empresa com as melhores práticas do mercado. A Academia Meo investe em formação digital e de liderança, garantindo que as necessidades da organização são atendidas. Este modelo é complementado por parcerias externas que oferecem conteúdos atualizados.
No setor bancário, o Millennium bcp adota uma abordagem maioritariamente externa, com a Millennium Banking Academy a definir o plano de formação alinhado com as prioridades estratégicas do banco. A transformação digital exige um investimento em competências, especialmente em inteligência artificial, para manter a competitividade. A Academia AI Together, lançada em 2026, visa capacitar todos os colaboradores do banco em ferramentas de inteligência artificial generativa.
A formação híbrida, portanto, não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para as empresas que desejam prosperar num ambiente em constante mudança. Leia também: O impacto da formação contínua na competitividade das empresas.
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Fonte: Sapo





