Arbitragem internacional: liberdade na escolha de regras e árbitros

Raquel Galvão Silva, nova sócia da Linklaters, destaca a importância da arbitragem internacional, que proporciona às partes uma maior liberdade na escolha de regras, lugar, idioma e árbitros. Esta flexibilidade é essencial para adaptar os processos a contratos complexos e transfronteiriços, frequentemente envolvendo partes de diferentes sistemas jurídicos.

Com mais de 18 anos de experiência na Linklaters, Raquel partilha que a sua trajetória foi marcada por um ambiente que combina exigência técnica e uma abordagem internacional. A sua evolução na empresa reflete a capacidade de reinventar a carreira dentro da mesma estrutura, assumindo novas responsabilidades e explorando áreas complementares.

Os desafios enfrentados ao longo da carreira foram diversos. Raquel destaca a importância de se adaptar rapidamente a contextos jurídicos e culturais distintos, bem como a habilidade de lidar com a incerteza, especialmente em casos inovadores sem precedentes. Essa experiência não só trouxe satisfação, mas também oportunidades de aprendizado.

A recente nomeação como sócia representa um reconhecimento pelo trabalho e resiliência demonstrados ao longo dos anos. Para Raquel, ser sócia é um compromisso reforçado com os clientes e a equipa, além de um ponto de partida para novas responsabilidades na definição do futuro do escritório.

As prioridades estratégicas de Raquel incluem consolidar e expandir a equipa de contencioso e arbitragem, integrar tecnologia e inteligência artificial no dia a dia e garantir um ambiente de trabalho sustentável. Para os clientes, o foco está em aprofundar relações de longo prazo e antecipar riscos, posicionando a prática como uma parceira estratégica em litígios complexos.

A arbitragem internacional distingue-se dos processos judiciais pela sua flexibilidade processual e vocação global. Enquanto os tribunais judiciais apresentam um processo mais rígido e menos previsível, a arbitragem permite uma adaptação mais eficaz às especificidades de cada litígio. Essa abordagem é particularmente vantajosa em casos de grande complexidade, onde a combinação de competências técnicas e de liderança é crucial para o sucesso.

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Raquel também enfatiza a importância da experiência em áreas como propriedade intelectual e regulação, que complementam a prática de contencioso e arbitragem. Esta interligação permite uma melhor compreensão dos desafios e objetivos dos clientes, tornando a prática mais rica e eficaz.

A inteligência artificial surge como uma tendência transformadora na arbitragem internacional, alterando a forma como os profissionais trabalham. Desde a revisão de documentos até a análise de padrões em decisões, a digitalização está a moldar o futuro da arbitragem, tornando-a mais eficiente e adaptável.

Por fim, Raquel sublinha a necessidade de equipas multidisciplinares, especialmente em setores emergentes como tecnologia e energia, onde a agilidade e o conhecimento regulatório são fundamentais. A abordagem clássica de litígios já não é suficiente, exigindo uma integração de diversas áreas do direito.

Leia também: O impacto da inteligência artificial na arbitragem e contencioso.

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Fonte: ECO

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