Novo centro de dados do SNS garante redundância em tempo real

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) irá contar com um novo centro de dados até ao final deste ano, localizado em Évora. Este investimento, que ascende a cerca de 15 milhões de euros, visa garantir uma redundância em tempo real com o centro de dados existente no Porto. A informação foi confirmada por uma fonte dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), responsável pela gestão dos sistemas de informação do SNS.

A redundância em tempo real é uma medida crucial para assegurar a continuidade dos serviços de saúde. Caso ocorra uma falha em um dos centros de dados, o outro será ativado imediatamente, minimizando interrupções. Este novo centro de dados do SNS deverá estar operacional até ao final de 2026, conforme indicado pela mesma fonte.

Recentemente, uma falha de energia no centro de dados do Porto causou perturbações significativas no acesso a diversos serviços do SNS. A prescrição eletrónica de medicamentos, utilizada diariamente por cerca de 10 mil médicos e responsável por cerca de 250 mil receitas, foi um dos sistemas mais afetados. A Ordem dos Médicos estimou que esta falha resultou na perda de mais de 150 mil consultas e atos clínicos programados, levando a entidade a exigir explicações urgentes aos SPMS.

O novo centro de dados em Évora surge como uma resposta à necessidade de diversificação e robustez das infraestruturas tecnológicas do SNS. Luís Goes Pinheiro, presidente dos SPMS, havia mencionado anteriormente que a instalação dos servidores em Évora estava prevista para o final do primeiro trimestre de 2023, com a expectativa de que alguns sistemas começassem a operar em redundância já no primeiro semestre do ano.

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Apesar de alguns atrasos, os SPMS afirmam que o projeto está a avançar conforme o planeado, considerando a complexidade técnica e os requisitos da contratação pública. A construção deste novo polo é vista como essencial para garantir que o SNS possa resistir a eventuais adversidades que possam afetar os seus centros de dados.

A situação recente sublinha a importância de um sistema de informação robusto e eficiente. A falha no sistema não só impactou os profissionais de saúde, mas também os utentes, que ficaram sem acesso aos seus processos clínicos e à prescrição de medicamentos. Para mais informações sobre a evolução deste projeto, leia também: “SNS enfrenta desafios tecnológicos em tempos de crise”.

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Fonte: ECO

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