Portugal voltou a recorrer ao mercado de dívida de curto prazo, conseguindo angariar 1.008 milhões de euros através da emissão de Bilhetes do Tesouro com maturidade a 21 de maio de 2017. Este valor ficou muito próximo do limite inferior estabelecido pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), que pretendia obter entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros nesta operação.
A procura por esta emissão foi significativa, com um rácio de 2,44 vezes a oferta, o que demonstra o interesse dos investidores. No entanto, a taxa média ponderada alcançada foi de 2,554%, um aumento de 7,9 pontos base em comparação com os 2,475% pagos em abril, numa operação semelhante. Filipe Silva, diretor de Investimentos do Banco Carregosa, sublinha que este aumento reflete a atual conjuntura geopolítica e macroeconómica.
No leilão anterior, realizado há dois meses, o Tesouro conseguiu financiar-se em 1.310 milhões de euros, com uma procura que foi 2,17 vezes superior à oferta. Após a operação de hoje, a linha de Bilhetes de Tesouro utilizada apresenta um saldo-vivo de 3.132,8 milhões de euros.
O financiamento do Tesouro é uma peça fundamental na gestão da dívida pública, e a evolução das taxas de juro pode ter um impacto significativo na sustentabilidade das contas públicas. A atual situação económica e as incertezas globais estão a influenciar as decisões dos investidores, que avaliam cuidadosamente os riscos associados ao financiamento do Tesouro.
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Fonte: ECO





