Os caças F-16 da Força Aérea Portuguesa (FAP) têm estado em ação no Báltico, realizando diversas interceções de aeronaves da Federação Russa. Estas operações ocorreram no início de junho, em dias consecutivos, no âmbito da missão Enhanced Air Policing 2026 da NATO. O Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas confirmou que, após a deteção de aeronaves russas nas proximidades do espaço aéreo dos países bálticos, o Centro de Operações Aéreas Combinadas de Uedem ativou o dispositivo de Quick Reaction Alert da FAP.
As interceções F-16 foram concluídas com sucesso, permitindo a recolha e o reporte de informações cruciais sobre a posição, altitude e percurso das aeronaves interceptadas. Este trabalho é fundamental para a consciência situacional e segurança do espaço aéreo aliado, conforme indicado no comunicado oficial. Embora o porta-voz do Estado-Maior-General não tenha revelado o número exato de interceções realizadas, é certo que o destacamento português, que inclui quatro F-16M e até 95 militares, está a contribuir significativamente para o policiamento aéreo na região até 31 de julho.
Além disso, a FAP participa também no exercício Ramstein Flag 2026, que se prolonga até 19 de junho. Este é considerado o maior exercício aéreo multinacional da NATO, envolvendo 19 países, cerca de 150 aeronaves e mais de 15 locais operacionais. A partir da Base Aérea de Ämari, o destacamento português tem estado envolvido em missões de reabastecimento aéreo, interdição aérea e ataque ao solo, além de operações conjuntas com aeronaves de 5.ª geração. Estas interceções F-16 não só demonstram a capacidade operacional da FAP, mas também reforçam a colaboração entre os aliados na defesa do espaço aéreo europeu.
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Fonte: ECO





