O Partido Socialista (PS) surge fortalecido nas intenções de voto, de acordo com o mais recente barómetro da Intercampus, realizado entre 10 e 16 de junho para o Correio da Manhã, CMTV, Now e Jornal de Negócios. O PS alcança 24,3% das preferências, consolidando a sua posição de liderança. O Chega, por sua vez, ultrapassa a Aliança Democrática (AD) e ocupa agora o segundo lugar, com 20,3%, embora a diferença seja reduzida.
Em comparação com o barómetro de maio, onde o PS registou 23,6%, a formação liderada por António Costa subiu 0,7 pontos percentuais. O Chega, liderado por André Ventura, também teve um desempenho positivo, aumentando 1 ponto percentual. A AD, que inclui o PSD e o CDS, é a que mais recua, passando de 22,9% para 19,5% neste último inquérito.
Além das intenções de voto, o barómetro também avaliou a perceção dos cidadãos sobre quem seria o melhor primeiro-ministro. José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, foi escolhido por 33,8% dos inquiridos, enquanto Luís Montenegro, atual chefe do Governo, obteve 22,3%. André Ventura ficou muito próximo, com 22,2% das preferências.
Os resultados desta sondagem foram divulgados na quinta-feira à noite, um dia antes da votação da reforma da legislação laboral, uma das principais bandeiras do Governo. O inquérito foi realizado através de entrevistas telefónicas aleatórias a cidadãos maiores de idade, residentes em Portugal continental e recenseados. Foram contabilizadas 609 entrevistas, com uma margem de erro de 4% e uma taxa de resposta de 55,3%.
Com a crescente polarização política em Portugal, as intenções de voto revelam um cenário dinâmico e em constante evolução. A ascensão do Chega e a descida da AD podem refletir mudanças nas prioridades dos eleitores, o que será crucial para os próximos meses. Leia também: O impacto das reformas laborais nas intenções de voto.
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Fonte: ECO





