Rússia ameaça Ucrânia com novos ataques após bombardeamentos em Moscovo

A tensão entre a Rússia e a Ucrânia intensificou-se esta quinta-feira, com Moscovo a ameaçar realizar novos bombardeamentos em grande escala. Esta resposta surge após um ataque ucraniano significativo na região de Moscovo, que teve como alvo uma refinaria de petróleo crucial. O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, confirmou que as forças armadas estão preparadas para executar a ofensiva, conforme já anunciado pelo Presidente Vladimir Putin.

Na manhã de hoje, a Ucrânia atacou pela segunda vez em uma semana a refinaria de petróleo da Gazpromneft, localizada nos arredores de Moscovo. Este ataque levou à interrupção de voos nos aeroportos da capital e é considerado um dos maiores ataques com drones desde o início da guerra, há mais de quatro anos. O presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobyanin, confirmou que vários projéteis atingiram as instalações, embora o incêndio resultante tenha sido “em grande parte contido”.

Testemunhas relataram grandes colunas de fumo negro a saírem da refinaria, situada a cerca de 15 quilómetros do Kremlin. Helicópteros foram mobilizados para combater as chamas, enquanto a fuligem se misturava com a chuva que caía sobre a cidade, criando um cenário caótico.

Este ataque aéreo ocorre num momento em que Putin se encontra em Kazan, a cerca de 700 quilómetros de Moscovo, a receber líderes asiáticos. A continuidade do fornecimento de hidrocarbonetos russos é uma das principais questões em discussão. A refinaria, que já tinha sido alvo de um ataque na terça-feira, é responsável por mais de um terço das necessidades de combustível de Moscovo, especialmente para os aeroportos.

As forças ucranianas têm intensificado os ataques a instalações petrolíferas russas, com o objetivo de reduzir as receitas de Moscovo, que financiam a invasão da Ucrânia. Em algumas regiões, já se regista escassez de combustível. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o bombardeamento da refinaria é uma “resposta totalmente justificada” aos ataques russos contra as cidades ucranianas.

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Zelensky também destacou que está a coordenar esforços com os líderes dos Estados Unidos e da França, tendo obtido promessas de apoio adicional durante a recente cimeira do G7 em França. O presidente ucraniano sublinhou que “o essencial é que o povo russo está a começar a perceber que um homem, Putin, está a travar esta guerra, enquanto as pessoas comuns pagam o preço total”.

O Ministério da Defesa russo reportou que os sistemas antiaéreos conseguiram abater 555 drones ucranianos durante a última noite, com quase 200 a serem interceptados antes de chegarem a Moscovo. Este ataque é considerado o maior a atingir a capital russa em pelo menos dois anos.

A situação continua a ser tensa, com ambos os países a realizarem ataques aéreos e combates terrestres. As negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, estão praticamente paradas desde o início da guerra no Médio Oriente, e as partes permanecem divididas em questões fundamentais, como o futuro das regiões ocupadas pela Rússia na Ucrânia e as garantias de segurança para Kiev.

Leia também: A situação no campo de batalha entre Rússia e Ucrânia.

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Fonte: ECO

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