Enquanto o Mundial de Futebol se desenrola nos estádios dos EUA, Canadá e México, uma competição menos visível, mas igualmente significativa, está a ser travada entre as grandes marcas desportivas. Neste torneio paralelo, a Adidas destaca-se como a marca com maior número de seleções patrocinadas, consolidando a sua posição num mercado cada vez mais competitivo. Com 14 equipas a desfilar com as suas icónicas três listas, a Adidas mostra uma força impressionante, recuperando uma predominância que parecia perdida.
No ranking das marcas de equipamentos, a Nike segue em segundo lugar, vestindo 12 seleções, enquanto a Puma, que patrocina a Seleção Portuguesa, equipa 11 equipas. Estas três marcas concentram a maior parte da atenção durante o Mundial, que promete bater recordes em receitas e audiências televisivas.
A Adidas não só lidera em número de seleções, como também equipa algumas das mais populares, incluindo Alemanha, Argentina, Espanha e Japão. Este leque de equipas garante que a marca alemã capte uma parte significativa do interesse dos telespectadores. Contudo, nem tudo são boas notícias para a Adidas. A marca enfrenta desafios, como a recente decisão da Alemanha de mudar para a Nike em 2026, num contrato que poderá valer 100 milhões de euros, o dobro do que a seleção alemã recebe atualmente.
Outras marcas que também marcam presença no Mundial incluem Capelli, que equipa Cabo Verde, e Kelme, entre outras. Todas elas beneficiam da visibilidade proporcionada por este grande evento desportivo.
No que diz respeito a Portugal, a Seleção Nacional está agora equipada pela Puma, após uma longa relação de 27 anos com a Nike. Este novo contrato, que começou em janeiro do ano passado, abrange todas as seleções nacionais, incluindo futsal e futebol de praia. Embora o valor do novo contrato com a Puma não seja conhecido, sabe-se que a Nike pagava apenas 7,5 milhões de euros por ano à Federação Portuguesa de Futebol, um valor consideravelmente inferior ao que outras seleções, como a França e a Inglaterra, recebiam.
Portugal, que ocupa a quinta posição no ranking da FIFA, via a sua seleção a receber um valor de patrocínio anormalmente baixo em comparação com outras seleções de topo. A Nike, por exemplo, pagava 50 milhões à França e 40 milhões à Inglaterra, enquanto a Alemanha recebia 50 milhões da Adidas. Este contraste levanta questões sobre a valorização das seleções e a forma como os contratos de patrocínio são negociados.
Com a Adidas a dominar o cenário dos patrocínios no Mundial, e a Puma a entrar em força com a Seleção Portuguesa, o panorama das marcas desportivas continua a evoluir. Leia também: O impacto dos patrocínios no desporto moderno.
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Fonte: Sapo





