Cancelamento do espetáculo de drones do Air Invictus por falta de segurança

A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) anunciou, na passada segunda-feira, o cancelamento do espetáculo de drones do Air Invictus, que estava agendado para a noite de sábado no Porto e em Gaia. A decisão foi tomada devido ao incumprimento de requisitos de segurança por parte da empresa responsável pelo evento.

A ANAC esclareceu que, apesar de ter oferecido apoio e esclarecimentos ao operador, este não conseguiu demonstrar que cumpria as normas exigidas. “Estas operações estão sujeitas a requisitos de segurança, que não foram verificados”, afirmou a entidade em comunicado enviado à agência Lusa.

O regulador da aviação civil destacou que, no âmbito do Air Invictus, esta foi a única atividade de drones não autorizada. Em contrapartida, a atividade que ocorreu em Matosinhos na noite anterior foi aprovada, pois cumpria todos os requisitos de segurança considerados críticos.

A ANAC sublinhou que a realização de espetáculos com drones em áreas urbanas densas e próximas de infraestruturas sensíveis exige uma avaliação rigorosa dos riscos, bem como a coordenação com outras entidades. “Sempre que tais condições não estejam plenamente verificadas, a ANAC tem o poder-dever de não autorizar a operação”, acrescentou.

A decisão de cancelar o show de drones gerou críticas por parte do presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes. Em declarações à TVI, o autarca expressou descontentamento, afirmando que a ANAC deveria ter emitido um comunicado explicativo sobre o cancelamento. “Se calhar não o fizeram por uma razão: ficava a saber a sua total incompetência”, disse Menezes.

A ANAC lamentou o tom das declarações do autarca, considerando que estas desvirtuam os factos e colocam em causa o trabalho técnico da entidade. A ANAC reafirmou que as suas decisões são tomadas com base em critérios técnicos e legais, visando proteger o interesse público e prevenir incidentes graves.

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A ANAC também destacou a sua independência e a ausência de pressões externas nas suas decisões. “O nosso objetivo é garantir a segurança de pessoas e bens, especialmente em áreas com grande concentração de público”, afirmou a entidade.

O regulador expressou a sua disponibilidade para colaborar com os promotores de eventos e autarquias, desde que sejam cumpridos todos os requisitos legais e de segurança. A ANAC enfatizou que o diálogo construtivo é essencial para assegurar a confiança dos cidadãos e a boa articulação entre as entidades públicas.

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Air Invictus Air Invictus Air Invictus Nota: análise relacionada com Air Invictus.

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Fonte: ECO

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