Real Vida Seguros triplica vendas em três anos

A Real Vida Seguros alcançou em 2025 um volume de produção de 414 milhões de euros, o que representa um crescimento de 14% em relação ao ano anterior. Este desempenho resultou em lucros líquidos de 12,3 milhões de euros, um aumento de 36% face a 2024, correspondendo a uma rentabilidade de 20% sobre os capitais próprios. O dividendo a ser distribuído à Patris Investimentos, que detém a totalidade do capital da Real Vida, será de 8 milhões de euros.

Marta Graça Ferreira, presidente da Real Vida Seguros, partilhou algumas das estratégias para 2026, destacando a intenção de manter as quotas de mercado e acelerar a digitalização da empresa. O valor da produção em 2025 é quase três vezes superior aos 146 milhões de euros registados em 2022, com um crescimento médio anual de 24% nos últimos cinco anos.

A Real Vida Seguros, que opera exclusivamente com capital português e sem recorrer a canais bancários, tem visto um crescimento notável nos seus produtos financeiros. Nos seguros de Vida não ligados a fundos de investimento, a empresa cresceu 13,1%, posicionando-se como a terceira maior no ranking nacional, com uma quota de mercado de 6,7%, logo atrás da Fidelidade e da Ocidental.

Estas seguradoras, que contam com a Caixa Geral de Depósitos e o Millennium como parceiros de distribuição, não têm a mesma abordagem da Real Vida, que aposta na mediação profissional. A companhia foi reconhecida pelos agentes e corretores de seguros da APROSE como a Melhor Seguradora Vida pelo terceiro ano consecutivo e, pela primeira vez, como Melhor Seguradora Vida Financeiros.

Apesar do aumento de 17% nas vendas, que atingiram 58,4 milhões de euros, os seguros de vida risco representaram apenas 14% do total de prémios, enquanto os produtos financeiros corresponderam a 82%. Os seguros de saúde contribuíram com 11 milhões de euros dos 14 milhões obtidos em ramos Não Vida. Atualmente, a Real Vida ocupa o 11º lugar no ranking nacional, sendo a sétima maior no ramo Vida, com uma quota de mercado de 4,9%.

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Além dos seguros, a empresa também gere fundos de pensões, tendo lançado este ano sete novos planos de pensões profissionais. Em 2025, a Real Vida pagou 7,5 milhões de euros em pensões e reembolsos a 1.111 pensionistas e beneficiários. Os capitais geridos em pensões atingiram 155 milhões de euros no final do ano passado, enquanto os seguros quase alcançaram os 600 milhões de euros.

Os resultados operacionais da Real Vida em 2025 foram de 25 milhões de euros, com cerca de 20 milhões provenientes da gestão de seguros de vida risco. A solvência da companhia, medida pelo rácio SCR, atingiu 203%, o que demonstra que a empresa possui o dobro dos capitais legais mínimos necessários para garantir a sua solidez.

Para 2026, a administração da Real Vida, liderada por Marta Graça Ferreira, Mário Campino e Carlos Coutinho, reafirma o compromisso de manter as quotas de mercado e acelerar o processo de digitalização. Leia também: “O futuro da digitalização no setor segurador”.

Real Vida Seguros Real Vida Seguros Nota: análise relacionada com Real Vida Seguros.

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Fonte: ECO

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