O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o dinheiro libertado pelo Tesouro norte-americano ao Irão será depositado numa conta controlada por Washington. Este montante será utilizado exclusivamente para a compra de alimentos e material médico provenientes dos EUA. Trump sublinhou que esta decisão surge num contexto de crise humanitária, onde o Irão “necessita desesperadamente” de apoio.
O memorando de entendimento assinado entre os EUA e o Irão prevê o levantamento de sanções e o desbloqueio de ativos iranianos congelados. Trump afirmou que o dinheiro será utilizado para adquirir produtos como milho, trigo e soja, cultivados por agricultores americanos. “Estamos a agir agora, antes que seja tarde demais”, disse o Presidente.
No entanto, a posição do Irão é clara. O embaixador iraniano na ONU, Ali Bahreini, afirmou que cabe exclusivamente a Teerão decidir como utilizar os seus ativos descongelados. “Nenhuma entidade terá palavra a dizer sobre a forma como serão utilizados”, referiu, em resposta às declarações de Trump.
O memorando também menciona o fim de todas as sanções contra o Irão, caso as negociações avancem com sucesso. Contudo, Washington indicou que o desbloqueio dos ativos pode estar sujeito a condições, para garantir que não financiem atividades terroristas. O acordo preliminar inclui um compromisso dos EUA e dos seus parceiros regionais para desenvolver um plano de reconstrução económica do Irão, avaliado em pelo menos 300 mil milhões de dólares.
Trump também afirmou que o Irão concordou em submeter-se a inspeções nucleares por um período indefinido, uma afirmação que foi contestada por Teerão, que a considerou parte de uma “campanha de notícias falsas”. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghei, negou a visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) ao país.
Além disso, Trump mencionou que, graças a concessões do Irão, o estreito de Ormuz permanecerá aberto, sem bloqueios navais. Contudo, ele alertou que os navios permanecem posicionados para restabelecer o bloqueio, se necessário. Na segunda-feira, 19 milhões de barris de petróleo atravessaram o estreito, evidenciando a importância desta via para o comércio internacional.
O Irão e Omã também anunciaram a criação de um grupo de trabalho para a gestão da navegação no estreito de Ormuz, reforçando a necessidade de cooperação para garantir a segurança marítima. Ambos os países comprometeram-se a manter o estreito aberto à navegação internacional, respeitando a soberania de cada um.
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Fonte: ECO





