O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, sublinhou a importância do investimento estrangeiro para a transformação da economia portuguesa. Na inauguração da nova sede do BNP Paribas em Lisboa, o governante afirmou que Portugal deve continuar a atrair investimento direto em quatro áreas estratégicas: indústria, transição energética, inteligência artificial e serviços de elevado valor acrescentado.
Miranda Sarmento destacou que o crescimento económico sustentável requer reformas estruturais e a captação de investimento privado. O BNP Paribas, que inaugurou o EXEO Office Hub no Parque das Nações, é um exemplo de como o investimento estrangeiro pode contribuir para a economia nacional. O ministro mencionou que a presença do grupo bancário em Portugal, que já dura 40 anos, é um sinal positivo de confiança no mercado português.
Na indústria, o governante referiu projetos significativos, como a produção de veículos elétricos pela Volkswagen e a fábrica de baterias da Galp. Estes investimentos, juntamente com os da Lufthansa Technik e da Airbus, marcam o início de um processo de reindustrialização em Portugal, alinhado com as tendências europeias. O investimento estrangeiro nestas áreas é fundamental para aumentar a produtividade e a competitividade do país.
Relativamente à transição energética, Miranda Sarmento revelou que cerca de 70% da eletricidade em Portugal já provém de fontes renováveis. O ministro defendeu a necessidade de continuar a investir, especialmente em energia solar, para acelerar a descarbonização da economia. O investimento estrangeiro neste setor pode trazer benefícios significativos, tanto ambientais como económicos.
A inteligência artificial e os centros de dados foram identificados como áreas com grande potencial para Portugal. O ministro acredita que o país possui vantagens competitivas, como a qualificação dos recursos humanos e a localização geográfica, que tornam estes investimentos mais sustentáveis. O investimento estrangeiro nestas áreas pode ajudar a criar empregos qualificados e a elevar os níveis de rendimento.
Miranda Sarmento também destacou a importância dos serviços de elevado valor acrescentado, onde se insere a operação do BNP Paribas. O grupo emprega atualmente cerca de 11 mil pessoas em Portugal, contribuindo com aproximadamente 1% das exportações nacionais de serviços. O ministro exemplificou que, se o país conseguisse atrair mais projetos desta dimensão, as exportações poderiam aumentar cerca de 10%.
Para reter talento jovem, o governo implementou medidas como um regime fiscal favorável para trabalhadores até aos 35 anos e garantias públicas para a compra da primeira habitação. O ministro elogiou ainda a qualidade das universidades portuguesas, que formam profissionais nas áreas de gestão, finanças, engenharia e ciências. A diversidade cultural na operação do BNP Paribas, com colaboradores de mais de 90 nacionalidades, é um reflexo da capacidade de Portugal em atrair e reter talento.
No final da sua intervenção, Joaquim Miranda Sarmento expressou o desejo de que o BNP Paribas continue a reforçar o investimento em Portugal, consolidando o país como um dos seus principais centros internacionais de serviços. O ministro concluiu que a economia portuguesa está a crescer e a tornar-se mais resiliente, apesar dos desafios que ainda persistem, como a necessidade de reformas estruturais para aumentar a produtividade.
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Fonte: Sapo





