Assinaturas dos contratos do SAFE previstas para julho

O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, reiterou que as assinaturas dos contratos do programa SAFE, que prevê um empréstimo militar de 5,8 mil milhões de euros, estão agendadas para o final de julho. Esta afirmação surge após Bruxelas ter devolvido a Portugal a responsabilidade pelo adiamento do primeiro cheque, sublinhando que a prontidão dos Estados-membros é um fator crucial para o desembolso.

Nuno Melo explicou que a assinatura dos contratos SAFE “não depende apenas” de Portugal. “A nossa intenção é que possam ser assinados os primeiros contratos já no final do mês de julho. No entanto, existem processos relacionados com os mecanismos do próprio empréstimo, como a aprovação de diplomas na Assembleia da República e o cumprimento de prazos pela União Europeia”, afirmou o ministro durante uma cerimónia em Sintra.

O governante expressou a sua esperança de que, em julho, sejam formalizados os primeiros contratos, que abrangem investimentos em diversas áreas, incluindo terra, mar, ar, espaço e ciberespaço. “Estes investimentos são fundamentais para todos os ramos das forças armadas”, destacou.

Além disso, Nuno Melo defendeu que o aumento da despesa militar dos aliados europeus da NATO deve priorizar a aquisição de equipamentos produzidos na Europa, incluindo por empresas portuguesas. O objetivo é fortalecer a base industrial de defesa do continente e reduzir a dependência de fornecedores externos. “Estamos a fazer um investimento que é importante para as Forças Armadas, mas que também é virtuoso e determinante para a economia nacional”, sublinhou.

O ministro também mencionou a importância da próxima cimeira da NATO, que terá lugar em Ancara, na Turquia, onde empresários portugueses do setor da defesa acompanharão a comitiva nacional. Esta participação visa reforçar a presença da indústria portuguesa nos grandes programas de investimento militar da Aliança Atlântica.

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“Temos agora a cimeira em Ancara, que é muito importante. Os empresários que nos acompanham têm sabido adaptar as suas empresas às oportunidades na defesa nacional. Queremos que as empresas portuguesas e a economia nacional sejam parte integrante do reforço da defesa da NATO”, concluiu Nuno Melo.

Leia também: A importância do investimento na defesa nacional.

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Fonte: ECO

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