Inflação em Portugal poderá atingir 3% em 2026

As previsões para a inflação em Portugal foram revistas em alta, com as instituições a anteciparem que a taxa poderá atingir cerca de 3% em 2026. Este aumento é influenciado por diversos fatores, incluindo a tensão geopolítica no Médio Oriente, que tem pressionado os preços dos combustíveis.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de inflação homóloga fixou-se em 3,2% em junho, uma ligeira diminuição em comparação com os 3,3% do mês anterior. O índice de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, registou uma variação de 2,5% em junho, um aumento de 0,3 pontos percentuais face a maio.

Os preços dos combustíveis têm subido significativamente, em parte devido ao encerramento do estreito de Ormuz e à volatilidade nos mercados internacionais. A situação no Irão e a recente decisão entre este país e os Estados Unidos de manter um cessar-fogo, embora positiva, ainda deixa incertezas que poderão continuar a afetar os preços.

As instituições, incluindo o Governo, ajustaram as suas previsões para a inflação em 2023. O Governo apontou para uma inflação de 2,5%, acima dos 2,1% anteriormente projetados. O Conselho das Finanças Públicas prevê uma inflação de 2,9%, enquanto a Comissão Europeia estima uma variação de 3% no índice harmonizado de preços.

A Comissão Europeia também prevê que a inflação atinja o pico no segundo trimestre de 2026, com uma diminuição gradual a seguir. O Banco de Portugal, no seu Boletim Económico, antecipa uma inflação de 3,1% este ano, com uma regressão para valores próximos de 2% nos anos seguintes.

A OCDE e o Fundo Monetário Internacional (FMI) também expressaram preocupações sobre o impacto da inflação em Portugal. O FMI é o mais pessimista, prevendo uma inflação de 3,4% em 2026, impulsionada pelo aumento dos preços das matérias-primas e pressões salariais.

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A subida dos preços não é um fenómeno exclusivo de Portugal, mas sim uma tendência observada em toda a Europa. Em resposta a estas pressões inflacionistas, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu aumentar as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,25%, marcando o primeiro aumento em quase três anos.

A guerra no Médio Oriente continua a ser um fator crítico que afeta as perspetivas económicas, e o BCE considera que o aumento das taxas de juro é uma medida necessária para lidar com as pressões inflacionistas.

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Fonte: Sapo

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