O mercado de crédito à habitação em Portugal continua a mostrar sinais de recuperação, com um total de 2.722 milhões de euros em novos contratos registados em abril de 2026. Este valor representa o segundo montante mais elevado do ano, com o crédito regular, que exclui renegociações, a ultrapassar os 2.045 milhões de euros, conforme revela o Barómetro Simplefy.
Os dados indicam uma procura estruturalmente sólida por parte das famílias, com a percentagem de renegociações a estabilizar em 24,87%. A taxa de juro média subiu ligeiramente para 2,86%, acompanhando a recuperação da Euribor a seis meses, que se fixou em 2,49%. Este cenário reflete a adaptação das famílias às novas condições do mercado, onde a taxa mista, que combina previsibilidade inicial com flexibilidade futura, continua a ganhar popularidade, representando 84,5% dos novos contratos. Por outro lado, a taxa variável caiu para 13,9%, enquanto a taxa fixa se manteve em 1,6%.
No contexto macroeconómico, a inflação acelerou para 3,3%, o valor mais elevado desde setembro de 2023, e a confiança dos consumidores deteriorou-se, atingindo -29,4. Estes fatores exigem uma atenção redobrada, conforme mencionado no relatório.
O Produto Interno Bruto (PIB) manteve um crescimento de 2,3% no primeiro trimestre, sustentado pelo consumo privado e pela procura externa, enquanto a taxa de desemprego se manteve estável em 6,1%. Estes indicadores económicos são cruciais para a evolução do crédito à habitação e do mercado imobiliário.
Falando em mercado imobiliário, as avaliações bancárias atingiram um novo máximo histórico de 2.174 euros por metro quadrado em abril, um aumento de 308 euros em comparação com o mesmo mês de 2025, o que representa uma valorização de 16,5%. Os apartamentos foram avaliados em 2.546 euros/m², enquanto as moradias alcançaram 1.561 euros/m².
No primeiro trimestre de 2026, foram registadas 37.745 transações imobiliárias, com o montante médio transacionado a subir para 262.839 euros, também um novo máximo na série. O Barómetro Simplefy, que analisa dados do Banco de Portugal e do Instituto Nacional de Estatística, conclui que o setor está a atravessar uma fase de consolidação robusta, com valorizações consistentes tanto no crédito à habitação como nos preços do imobiliário.
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Fonte: Sapo





