Portugal destacou-se no primeiro trimestre de 2026 ao registar o maior aumento dos preços das casas na União Europeia, com uma impressionante subida de 17,8%. Esta informação foi divulgada pelo Eurostat, que também revelou que, no mesmo período, os preços da habitação cresceram 4,7% na zona euro e 5,1% na União Europeia, em comparação com o ano anterior.
No último trimestre de 2025, os preços das casas já tinham mostrado uma tendência de crescimento, com um aumento de 5,1% na zona euro e 5,4% na UE. Comparando com o quarto trimestre de 2025, os preços das casas aumentaram 1,0% na zona euro e 1,2% na União Europeia no início de 2026. Apenas a Finlândia registou uma descida de preços, com uma queda de 2%.
Além de Portugal, outros países também apresentaram aumentos significativos nos preços das casas. A Bulgária e a Eslováquia seguiram-se a Portugal, com subidas de 14,8% e 14,4%, respetivamente. No entanto, alguns países da UE, como a Bélgica, Finlândia, França e Hungria, viram os seus preços da habitação a descer, com quedas que variaram entre 0,5% e 0,8%.
No que diz respeito às comparações trimestrais, os maiores aumentos foram novamente observados na Bulgária (+6,2%), Portugal (+3,8%) e Eslováquia (+3,6%). Este cenário levanta questões sobre a sustentabilidade do mercado imobiliário em Portugal, especialmente face ao aumento contínuo dos preços das casas.
Os dados evidenciam uma tendência de valorização significativa no setor imobiliário português, que pode ser impulsionada por vários fatores, incluindo a procura crescente e a escassez de oferta em determinadas áreas. É importante que os potenciais compradores e investidores estejam atentos a estas dinâmicas, que podem influenciar as suas decisões no futuro.
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Fonte: Sapo





