Desemprego nos EUA desce para 4,2% em junho de 2023

A taxa de desemprego nos Estados Unidos registou uma descida para 4,2% em junho, refletindo uma melhoria em relação aos 4,3% do mês anterior. Segundo o departamento de estatística do emprego norte-americano, o número total de desempregados fixou-se em 7,1 milhões, com a criação de 57 mil novos empregos não agrícolas, superando a média mensal dos últimos 12 meses, que foi de 36 mil.

Os dados indicam que o emprego continuou a crescer nos setores de serviços profissionais e empresariais, bem como na assistência social e saúde. No entanto, o setor do lazer e da hotelaria viu uma perda de postos de trabalho. As taxas de desemprego entre diferentes grupos demográficos mantiveram-se estáveis, com 3,9% para homens adultos, 3,7% para mulheres adultas e 14,6% para adolescentes.

O número de desempregados de longa duração, aqueles sem emprego há mais de 27 semanas, permaneceu em 1,9 milhões, mas aumentou em 286 mil em relação ao ano anterior, representando 27,3% do total de desempregados. A taxa de participação na força de trabalho caiu 0,3 pontos percentuais, fixando-se em 61,5%, enquanto o rácio emprego/população desceu para 59%.

Além disso, o número de pessoas empregadas a tempo parcial por razões económicas manteve-se em 4,7 milhões, refletindo uma situação em que muitos preferiam um emprego a tempo inteiro, mas estavam limitados a horas reduzidas. O número de pessoas fora da força de trabalho que desejam um emprego também se manteve estável em seis milhões, uma vez que não procuraram ativamente emprego nas quatro semanas anteriores ao inquérito.

O departamento de estatística destacou que, entre os que não fazem parte da força de trabalho, o número de pessoas marginalmente ligadas ao mercado de trabalho manteve-se em 1,8 milhões. Este grupo inclui aqueles que desejam trabalhar, mas não procuraram emprego recentemente. O número de trabalhadores desanimados, que acreditam que não há empregos disponíveis, manteve-se em 477 mil.

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Em junho, o total de empregos não agrícolas aumentou em 57 mil, alinhando-se com a variação média dos últimos 12 meses. O setor de serviços profissionais e empresariais foi responsável pela maior parte deste crescimento, com 36 mil novos postos. A assistência social e a saúde também contribuíram, adicionando 25 mil vagas. Por outro lado, o setor do lazer e da hotelaria perdeu 61 mil empregos, devido a contratações sazonais mais fracas.

Os salários também registaram um aumento, com o salário médio por hora a subir 13 cêntimos, ou 0,3%, para 37,64 dólares. Ao longo do ano, o aumento foi de 3,5%. A duração média do trabalho semanal permaneceu inalterada em 34,3 horas, enquanto a indústria transformadora viu uma ligeira diminuição nas horas trabalhadas.

Por fim, o departamento de estatística revisou em baixa os dados de emprego de abril e maio, indicando que o total de empregos criados nesses meses foi 74 mil inferior ao anteriormente divulgado.

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Fonte: Sapo

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