Euribor sobe: como ajustar o orçamento familiar para a casa

Os consumidores que têm o crédito à habitação revisto em julho vão sentir um novo aumento nas suas prestações mensais. Apesar de as subidas serem moderadas, elas representam mais um desafio para a capacidade financeira de muitas famílias, especialmente aquelas que já enfrentam um orçamento pressionado pelo aumento do custo de vida. A prestação da casa continua a ser a maior despesa mensal para milhares de agregados familiares, e qualquer aumento, mesmo que de algumas dezenas de euros, pode reduzir a margem disponível para outras despesas essenciais, como alimentação, energia, educação ou transportes.

Com base nas médias da Euribor apuradas em junho, os contratos revistos em julho apresentam aumentos em todas as maturidades. Por exemplo, num empréstimo com prazo de 30 anos e um spread de 1%, os aumentos são particularmente significativos nos contratos indexados à Euribor a 12 meses, uma vez que a revisão reflete a evolução das taxas ao longo de um período mais alargado.

Embora um aumento de 30 ou 40 euros por mês possa parecer insignificante, é importante considerar o impacto no orçamento familiar. Um aumento de 40 euros representa cerca de 480 euros por ano, enquanto um aumento de 60 euros corresponde a mais 720 euros anuais. Já um aumento próximo dos 100 euros significa um acréscimo superior a 1.100 euros por ano. Para muitas famílias, este valor pode equivaler ao orçamento anual para férias, ao pagamento do seguro automóvel ou a uma parte significativa das despesas escolares.

As famílias mais vulneráveis devem estar especialmente atentas a estas mudanças. Aqueles que destinam mais de um terço do rendimento líquido ao pagamento dos créditos, que possuem vários empréstimos simultaneamente, que têm pouca ou nenhuma poupança de emergência, que registaram uma diminuição recente do rendimento ou que suportam despesas acrescidas com filhos ou familiares dependentes, podem encontrar dificuldades crescentes em cumprir todos os compromissos financeiros.

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Embora a evolução da Euribor não esteja nas mãos das famílias, existem várias medidas que podem ajudar a mitigar o impacto. Em primeiro lugar, é fundamental rever o orçamento familiar. A atualização da prestação deve ser refletida no orçamento mensal, identificando despesas que possam ser reduzidas ou adiadas. Além disso, reforçar a poupança preventiva é crucial. Sempre que possível, é importante constituir uma reserva financeira que permita acomodar futuras oscilações nas prestações.

Outra estratégia é avaliar as condições do crédito. Vale a pena confirmar se o spread continua competitivo e comparar propostas de outras instituições financeiras. Em muitos casos, a transferência do crédito pode permitir reduzir o custo global do empréstimo. Por fim, analisar a possibilidade de optar por uma taxa fixa ou mista pode proporcionar maior estabilidade nas prestações, dependendo do perfil da família e da sua capacidade financeira.

Se antecipa dificuldades, não espere pelo incumprimento. Contactar o banco atempadamente pode ajudar a encontrar soluções de reestruturação ou renegociação antes que a situação se torne insustentável.

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Euribor Euribor Nota: análise relacionada com Euribor.

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Fonte: Sapo

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