Governo aumenta apoio no ISP devido à subida dos combustíveis

O Governo português anunciou um aumento no apoio ao Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), em resposta à esperada subida dos preços do gasóleo e da gasolina na próxima semana. O novo apoio irá aumentar 0,54 cêntimos para o gasóleo e 0,39 cêntimos para a gasolina.

De acordo com a portaria publicada no Diário da República, a partir de segunda-feira, os descontos para o gasóleo rodoviário e a gasolina serão de 30,34 euros e 35,13 euros por cada 1.000 litros, respetivamente. Este ajuste surge após duas semanas em que os apoios estavam fixados em 24,86 euros para o gasóleo e 31,21 euros para a gasolina por mil litros.

A decisão do Executivo é justificada pela expectativa de uma subida nos preços dos combustíveis, com o diesel a prever um aumento de três cêntimos e a gasolina de dois cêntimos, segundo dados do Automóvel Clube de Portugal (ACP). O Governo estabeleceu um limiar de dez cêntimos de subida para ativar os apoios, tendo em conta o aumento acumulado de 13,7 cêntimos para o diesel e 17,3 cêntimos para a gasolina desde o início de março.

Na última semana, os preços dos combustíveis apresentaram um comportamento inesperado, com o gasóleo a descer 1,2 cêntimos e a gasolina a cair 0,6 cêntimos, contrariando as previsões de estagnação. Esta discrepância levou o Executivo a solicitar à Entidade Nacional para o Setor Energético uma análise dos movimentos de preços, uma vez que não se justifica que os preços dos combustíveis demorem mais a descer do que a subir.

A ENSE apontou para os custos fixos da refinação e a escassez de capacidade de armazenamento na Europa como fatores que contribuem para a lenta descida dos preços. Por outro lado, a associação das petrolíferas, a Epcol, refutou a ideia de que os preços dos combustíveis subam mais rapidamente do que desçam, considerando-a apenas uma perceção.

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No mercado internacional, os contratos futuros do Brent, referência para o mercado europeu, registaram uma subida de 0,44%, fixando-se em 72,11 dólares por barril. Apesar de uma ligeira recuperação, o mercado permanece cauteloso, especialmente com os Estados Unidos a celebrar o feriado nacional do 4 de julho. Esta semana, o Brent foi negociado a um preço inferior ao dos contratos com entrega prevista para os próximos seis meses, sinalizando um excesso de oferta a curto prazo devido ao aumento dos embarques através do Estreito de Ormuz.

Leia também: O impacto da subida dos combustíveis na economia portuguesa.

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Fonte: ECO

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