Lusíadas Saúde avalia nova PPP, mas exige melhorias no modelo

A Lusíadas Saúde manifestou interesse em voltar a participar em Parcerias Público-Privadas (PPP) na área da saúde, após a experiência positiva na gestão do Hospital de Cascais. No entanto, o presidente do grupo, Vasco Antunes Pereira, sublinha que o modelo atual das Unidades Locais de Saúde (ULS) precisa de melhorias significativas para que a colaboração com o setor privado seja viável.

Em entrevista à agência Lusa, Vasco Antunes Pereira destacou o orgulho do grupo na gestão do Hospital de Cascais ao longo de 14 anos. Contudo, a decisão de não continuar a parceria deveu-se à falta de segurança financeira para garantir a qualidade dos serviços a longo prazo. Apesar disso, o presidente reafirma que a Lusíadas Saúde não se afasta do modelo de PPP, considerando-o “muito válido” para o sistema de saúde.

O grupo já manifestou ao Governo a sua disponibilidade para colaborar em futuros projetos, desde que existam condições adequadas. Vasco Antunes Pereira mencionou que, além dos hospitais, têm surgido iniciativas do setor público para a criação de centros de saúde geridos por entidades privadas. No entanto, alguns concursos públicos lançados por ULS carecem de maior clareza, o que dificulta a participação da Lusíadas Saúde.

“É essencial que passemos de um modelo que apenas contabiliza consultas para um que se concentre na eficácia dos cuidados prestados aos cidadãos”, defendeu o responsável. Ele assegurou que o grupo possui uma oferta estruturada para avançar, mas que precisa de um melhor enquadramento por parte do setor público.

A Lusíadas Saúde tem estado em diálogo com o Governo e o Ministério da Saúde para identificar como pode ajudar a colmatar lacunas no sistema público. O presidente do grupo acredita que a rede de saúde privada pode apoiar o Serviço Nacional de Saúde, mas é necessário que o Governo defina claramente onde e como esse apoio é necessário.

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Vasco Antunes Pereira também alertou para os desafios de monitorização e controlo que o modelo atual das ULS apresenta. Para que uma PPP seja bem-sucedida, é crucial que a entidade pública responsável tenha a capacidade de monitorizar e controlar adequadamente o desempenho das parcerias. Ele considera que as ULS ainda estão em fase de maturação e que será necessário um “salto qualitativo” na capacidade de monitorização.

Em relação à localização das futuras PPP, o CEO afirmou que não há uma preferência geográfica específica. O foco deve estar na capacidade do grupo em implementar a sua missão de forma eficaz, independentemente da região.

Atualmente, o Governo está a preparar o lançamento de processos para PPP em hospitais de várias localidades, incluindo Braga e Vila Franca de Xira. A Lusíadas Saúde está atenta a estas oportunidades e pronta para participar, desde que o modelo seja ajustado para garantir a qualidade e eficácia dos serviços prestados.

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Fonte: Sapo

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