A NATO anunciou a aquisição de até 10 aviões GlobalEye da Saab, num investimento que poderá atingir os 4,5 mil milhões de dólares. Esta compra visa assegurar a vigilância e o controlo aéreo da Aliança, que até agora dependia dos sistemas AWACS da Boeing, que estão a chegar ao fim da sua vida útil.
Mark Rutte, secretário-geral da NATO, fez o anúncio durante o Fórum Industrial de Defesa, realizado no âmbito da cimeira da Aliança Atlântica em Ancara. Rutte destacou a importância desta aquisição, afirmando que “a capacidade de vigilância e alerta antecipado, de propriedade e operação da NATO, permanecerá robusta e confiável nas próximas décadas”.
O GlobalEye é uma plataforma avançada que permite a vigilância simultânea nos domínios aéreo, marítimo e terrestre. Esta capacidade de detetar, monitorizar e identificar ameaças complexas, como drones, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro, é crucial para a segurança da Aliança.
O programa GlobalEye é um exemplo de colaboração transatlântica, com desenvolvimento por indústrias europeias e canadianas, e contribuições significativas de empresas dos EUA. Rutte referiu-se a esta aquisição como uma “história de sucesso, mais uma vez, ‘Made in NATO'”.
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, acrescentou que França e Canadá se juntaram ao projeto, prevendo que os aviões GlobalEye comecem a operar a partir de bases aéreas suecas em 2027, beneficiando assim toda a Aliança.
Atualmente, a NATO está em negociações com a Saab, e o CEO da empresa, Micael Johansson, revelou que a companhia está preparada para iniciar as entregas em 2030, caso um acordo seja assinado em breve. O valor final de cada aeronave ainda não foi definido, mas deverá variar entre 400 e 450 milhões de dólares.
A aquisição dos aviões GlobalEye representa um passo significativo para a NATO, que continua a reforçar a sua capacidade de resposta a ameaças emergentes. Leia também: “NATO vai investir 40 mil milhões em capacidade anti-drone”.
aviões GlobalEye aviões GlobalEye Nota: análise relacionada com aviões GlobalEye.
Leia também: Philip Morris recebe autorização para bolsas de nicotina ZYN
Fonte: ECO





