Na fatura da eletricidade, um dos encargos que muitos consumidores pagam todos os meses é a potência contratada. Este valor, medido em quilovolt-ampere, determina quantos aparelhos podem funcionar ao mesmo tempo sem que o quadro elétrico dispare. O problema é que muitas casas têm uma potência contratada superior à necessária, resultando em custos fixos inflacionados que passam despercebidos.
Muitas vezes, a potência contratada foi definida há anos, sem uma revisão adequada desde então. Isso leva a um pagamento mensal desnecessário, que poderia ser evitado com uma simples análise. Ajustar a potência à realidade do agregado familiar é uma das formas mais eficazes de poupança que existem. Por exemplo, se uma casa raramente utiliza vários eletrodomésticos de alto consumo ao mesmo tempo, é possível optar por uma potência mais baixa e, assim, reduzir a parcela fixa da fatura sem comprometer o conforto.
Antes de proceder a qualquer alteração, é aconselhável simular a potência adequada ao perfil de consumo da casa. É importante encontrar um equilíbrio: uma potência contratada demasiado baixa pode resultar em interrupções frequentes, enquanto uma potência excessiva é um desperdício de dinheiro. O objetivo é dimensionar corretamente a potência contratada para evitar desconfortos e, ao mesmo tempo, garantir uma gestão eficiente dos custos.
Rever a potência contratada é uma ação que se faz uma única vez, mas que pode trazer benefícios durante muitos anos. Ao contrário do consumo de energia, que exige monitorização constante, a correção da potência contratada é um passo que, uma vez dado, pode resultar em poupanças significativas. Vale a pena, especialmente em lares onde a potência nunca foi questionada desde a instalação da eletricidade.
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Fonte: Sapo





