A resolução de uma falha técnica na plataforma eletrónica utilizada para a classificação dos exames nacionais poderá levar os professores a reavaliar respostas que já tinham sido corrigidas. Esta situação foi denunciada hoje pelo movimento MetaProf, a uma semana da divulgação das notas do ensino secundário.
Os constrangimentos no processo de classificação têm-se acumulado. Além da falta de folhas de resposta e do aumento contínuo de itens a corrigir, os docentes poderão agora ser confrontados com a necessidade de reanalisar questões que já tinham sido avaliadas. Segundo a MetaProf, o alerta foi emitido pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) e pelo Júri Nacional de Exames (JNE), que enviaram um comunicado aos classificadores sobre as atualizações em curso na plataforma, destinadas a resolver a falta de folhas de continuação.
No entanto, o comunicado também menciona que essas atualizações podem resultar em situações em que os professores terão de avaliar itens que já foram classificados anteriormente. “O sistema não garante exclusividade na atribuição de respostas, e existem casos verificados de itens reatribuídos que já tinham sido avaliados por outro professor”, afirma o movimento.
Na semana passada, a MetaProf já tinha alertado para uma falha no mecanismo de atribuição e contagem de respostas para classificação. O movimento questionou as autoridades sobre a existência de um mecanismo de exclusividade e de registos do histórico de atribuições, bem como sobre os procedimentos para reatribuição de itens e a resolução de casos de duplicações, onde uma resposta já classificada é atribuída a outro docente.
“Reconhecer o sintoma sem explicar a causa e corrigir a plataforma sem esclarecer o impacto sobre classificações já fechadas deixa em aberto a mesma questão de fundo”, sublinha a MetaProf. O ministro da Educação, por sua vez, revelou que mais de 75% das provas já tinham sido corrigidas e expressou confiança de que as pautas seriam afixadas no dia 17.
Os professores têm até terça-feira para concluir as classificações, mas, a quatro dias do prazo, continuam a receber itens para avaliar. Hoje, a Missão Escola Pública denunciou que está a ser solicitado aos professores que classifiquem respostas incompletas, caso as folhas em falta não cheguem a tempo do término do processo.
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Fonte: Sapo





