Estados Unidos terminam ataques a alvos iranianos no Médio Oriente

Os Estados Unidos anunciaram hoje a conclusão de uma nova ronda de ataques ao Irão, que teve início na madrugada de sábado. Esta ação foi desencadeada em resposta a um bombardeamento iraniano que atingiu um navio com bandeira cipriota no Estreito de Ormuz.

O Comando Central dos EUA (Centcom) revelou que as forças norte-americanas atacaram cerca de 140 alvos militares iranianos. Os ataques foram realizados com munições de precisão, utilizando aviões de combate, drones e navios de guerra. Os alvos incluíram instalações de mísseis, capacidades navais, depósitos de munições e redes de comunicações do Irão.

Durante a madrugada, vários meios de comunicação iranianos relataram explosões na província de Bushehr, onde se localiza uma central nuclear, e em áreas adjacentes ao Estreito de Ormuz. Até ao momento, não há informações sobre danos ou vítimas resultantes destes ataques.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra países do Médio Oriente que têm bases norte-americanas, como a Jordânia, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Qatar e o Bahrein. As autoridades dos Emirados confirmaram que as suas defesas aéreas estavam a repelir ataques provenientes do Irão, enquanto o Qatar denunciou um ataque com mísseis.

O Centcom justificou a nova ofensiva como uma retaliação ao ataque ao porta-contentores cipriota, que provocou um incêndio e danos na sala das máquinas, obrigando a tripulação a abandonar o navio. Um membro da tripulação foi dado como desaparecido. O ataque ocorreu a cerca de 17 km da península de Moussandam, pertencente ao Sultanato de Omã.

Às 19:15, hora local de sábado, as forças norte-americanas iniciaram a terceira ofensiva da semana, por ordem do Presidente dos EUA, Donald Trump. A Guarda da Revolução Islâmica do Irão anunciou o encerramento do Estreito de Ormuz “até nova ordem”, alegando que o navio atacado navegava por uma rota não autorizada.

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A Guarda da Revolução também informou que atacou uma segunda embarcação que transitava pelo Estreito, após os ataques dos EUA. Recentemente, Trump anunciou o fim do protocolo de um acordo de cessar-fogo entre os dois países, o que intensificou a tensão na região.

Os EUA e o Irão tinham assinado, em junho, um memorando para tentar pôr fim à guerra e desbloquear o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Esta situação continua a ser monitorada de perto, dado que, em tempos de paz, cerca de um quinto dos hidrocarbonetos consumidos globalmente transitam por esta via.

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Fonte: Sapo

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