O exército dos Estados Unidos confirmou que a navegação no Estreito de Ormuz está a decorrer sem interrupções, desmentindo as recentes alegações do Irão sobre o encerramento da via marítima. Através da rede social X, o comando militar norte-americano para o Médio Oriente, conhecido como Centcom, declarou: “O Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios que desejem transitar legalmente por esta via navegável internacional”.
De acordo com o Centcom, “o Irão não controla o estreito” e a circulação de embarcações continua a fluir normalmente. O comando conjunto dos EUA e do Reino Unido já tinha informado que o tráfego no estreito não apenas se mantinha aberto, como também tinha aumentado nas últimas horas. No entanto, foi emitido um aviso de precaução para os cargueiros que atravessam esta importante rota marítima.
Nos últimos dois meses, as forças dos Estados Unidos facilitaram o trânsito de mais de 800 navios e 400 milhões de barris de petróleo, com mais de 140 embarcações a passar pelo Estreito de Ormuz apenas na última semana. Esta informação é crucial, uma vez que o estreito é uma das principais artérias do comércio de petróleo a nível global.
A tensão aumentou após a Guarda Revolucionária do Irão anunciar o encerramento do Estreito de Ormuz “até nova ordem”, após um incidente em que disparou tiros de advertência contra um navio que, segundo as autoridades iranianas, estava a navegar por uma “rota não autorizada”. Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que o navio foi “atingido por tiros de advertência e obrigado a parar”, justificando a decisão com a insegurança provocada pela presença de forças estrangeiras na região.
Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã garantiu que as conversações com o Irão sobre a gestão do Estreito de Ormuz continuarão, mesmo após o anúncio do fecho da zona. “Ambas as partes concordaram em prosseguir estas conversações a nível técnico e político, a fim de alcançar os acordos necessários, em conformidade com o direito internacional”, afirmou o ministério em comunicado.
As discussões visam coordenar as ações dos países ribeirinhos no que diz respeito à gestão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma área estratégica para o comércio global. A situação continua a ser monitorada de perto, dado o impacto que qualquer alteração na navegação pode ter nos mercados internacionais.
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Fonte: ECO





