Rui Tavares despede-se do Livre destacando união do partido

Rui Tavares, o porta-voz cessante do partido Livre, despediu-se da liderança no passado domingo, 12 de julho, durante o 17.º congresso da formação. A sua intervenção foi marcada por uma homenagem à escritora Maria Gabriela Llansol, a quem Tavares se referiu como a “musa literária” do evento, destacando a união e a coesão ideológica que caracterizam o partido.

Antes do início do último dia de trabalhos do congresso, Tavares e outros dirigentes reuniram-se no centro da vila de Sintra, junto a um plátano que Llansol tinha carinhosamente apelidado de “Grande maior”. Este momento simbólico serviu para reforçar a ligação entre a literatura e a política, um tema que Tavares explorou ao longo da sua intervenção.

Ao anunciar que esta seria a sua última iniciativa como co-porta-voz, Rui Tavares fez uma analogia entre a árvore e o partido, sublinhando que ambos cresceram e se desenvolveram ao longo do tempo. “O Livre será sempre maior enquanto souber manter este espírito de pluralismo e união”, afirmou, referindo-se à coesão ideológica que se fez sentir durante o congresso.

Tavares destacou que o partido é composto por pessoas que valorizam a democracia e o Estado social, mas que também aspiram a mais. “Se queremos mais, temos que devolver ao país e fazer política. O Livre tem tudo para crescer, desde que não se esqueça disso”, defendeu.

O deputado referiu que, à hora em que falava, a votação para a nova direção já tinha terminado e que os votos estavam a ser contados. “A partir deste momento, não há listas, apenas membros e apoiantes do Livre”, frisou, enfatizando a importância da participação ativa de todos.

Rui Tavares rejeitou a ideia de fações dentro do partido, afirmando que o que existe é pluralismo, uma característica que o Livre decidiu adotar. “Escolhemos não ser um partido de tendências, mas sim um espaço onde todos podem contribuir para um projeto comum”, disse.

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O líder cessante também sublinhou que no Livre não existem hierarquias em termos de ideologia. “Todos fazemos parte do mesmo património ideológico e avançamos juntos, mesmo que a vida não se resuma apenas à política”, concluiu, fazendo uma alusão ao seu futuro fora da liderança.

A homenagem a Maria Gabriela Llansol, que contou com a presença de várias dezenas de pessoas, incluiu a leitura de um excerto da obra da autora e a colocação de um ramo de flores junto ao plátano, simbolizando a ligação entre a cultura e a política.

Leia também: O futuro do Livre após a liderança de Rui Tavares.

Rui Tavares Nota: análise relacionada com Rui Tavares.

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Fonte: Sapo

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