Hovione investe 200 milhões em nova fábrica no Seixal até 2027

A Hovione, empresa portuguesa do setor químico e farmacêutico, anunciou um investimento de 200 milhões de euros na construção de uma nova unidade fabril no Seixal, no distrito de Setúbal. A abertura da nova fábrica está prevista para setembro de 2027, conforme revelaram os co-CEOs da empresa durante a inauguração de uma nova linha de produção no campus de Loures, que envolveu um investimento anterior de 40 milhões de euros.

António Almeida, co-CEO da Hovione, explicou que o desenvolvimento dos complexos industriais da empresa tem sido financiado exclusivamente com capitais próprios, uma vez que a legislação atual não permite o acesso a fundos europeus para grandes empresas na região de Lisboa. No entanto, o projeto do Seixal será abrangido pelo próximo quadro europeu, que se inicia em 2028. “Os pacientes não podem esperar”, sublinhou Almeida, enfatizando a urgência do investimento.

A escolha do Seixal para a nova fábrica deve-se à sua proximidade com um aeroporto, o que facilita a exportação dos produtos. Marco Gil, também co-CEO, destacou que a Hovione exporta a maior parte da sua produção e que a localização estratégica permite receber clientes internacionais de forma mais eficiente. A proximidade com o centro de Investigação e Desenvolvimento da Hovione, localizado no Lumiar, Lisboa, foi outro fator determinante na decisão.

A Hovione não pensa apenas no curto prazo, mas sim em investimentos a longo prazo, com uma visão que se estende por 50 a 60 anos. O terreno escolhido no Seixal possui as características industriais necessárias para a expansão da empresa, permitindo a implementação de novas tecnologias e o acesso a talento na região de Lisboa e na margem sul.

Com a recente extensão de 25% da área produtiva em Loures, a Hovione atingiu o limite físico do seu campus, tornando a nova fábrica no Seixal essencial para aumentar a capacidade de produção. Esta nova linha de desenvolvimento e produção de comprimidos também criará 50 novos postos de trabalho qualificados no campus de Loures, que já emprega cerca de 1.250 trabalhadores.

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Este investimento reforça Loures como o principal centro industrial, científico e tecnológico da rede global da Hovione, que conta com clientes que incluem 19 das 20 maiores empresas farmacêuticas do mundo. A Hovione é responsável por uma parte significativa da produção de medicamentos, com os Estados Unidos a serem o principal destino das suas exportações. De acordo com a empresa, pelo menos um em cada dez medicamentos aprovados pelo FDA é produzido pela Hovione.

Durante a cerimónia de inauguração, o ministro da Economia sublinhou a importância do setor farmacêutico em Portugal, especialmente em tempos de perturbações nas cadeias de abastecimento internacionais. O governo tem implementado medidas para reforçar a capacidade industrial europeia em áreas essenciais, como medicamentos e produtos de saúde.

A Hovione, fundada há mais de seis décadas em Portugal, opera atualmente quatro fábricas nos EUA, Portugal, Irlanda e China, além de laboratórios de desenvolvimento em Lisboa e Nova Jersey, empregando mais de 2.600 trabalhadores.

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Fonte: ECO

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