Os preços do petróleo registaram uma forte subida esta segunda-feira, com os contratos de referência a dispararem mais de 9%. Esta valorização surge na sequência do anúncio do Presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a imposição de um novo bloqueio naval ao Irão.
Em Londres, o barril de Brent viu o seu preço aumentar 9,59%, atingindo os 83,30 dólares. Nos Estados Unidos, o crude WTI para entrega em agosto subiu 9,42%, fixando-se em 78,14 dólares, ambos os valores representam máximos de mais de um mês.
A escalada nos preços do petróleo começou na semana passada, após Trump ter declarado o fim do acordo nuclear com o Irão. A situação intensificou-se esta segunda-feira, quando o Presidente anunciou que os EUA iriam restabelecer o bloqueio naval e que seria aplicada uma taxa de 20% sobre as cargas dos navios que transitarem pelo Estreito de Ormuz.
As forças armadas norte-americanas, conhecidas como CENTCOM, informaram que o bloqueio aos portos iranianos terá início a 14 de julho, às 16h00 ET (21h00 em Portugal). O bloqueio anterior, que ocorreu entre 13 de abril e 18 de junho, resultou no redirecionamento de 140 navios que cumpriam as regras e na interdição de nove embarcações que não as respeitavam.
Analistas da Gelber & Associates alertaram que “a reinstalação das restrições ao tráfego marítimo iraniano, juntamente com os ataques de retaliação e a redução drástica do fluxo de embarcações através do estreito, intensificou as preocupações com a disponibilidade de fornecimentos a curto prazo”. Esta situação pode ter um impacto significativo nos preços do petróleo, que já estão a sentir a pressão da incerteza geopolítica.
A subida acentuada nos preços do petróleo pode ter repercussões em várias economias, especialmente em países que dependem fortemente das importações de petróleo. A volatilidade do mercado energético é um fator que deve ser monitorizado de perto, dado o potencial impacto na inflação e nos custos de produção.
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preços do petróleo Nota: análise relacionada com preços do petróleo.
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Fonte: ECO





