Avanços nas negociações de alargamento da UE à Albânia e Ucrânia

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, revelou esta quarta-feira que as negociações para o alargamento da União Europeia (UE) à Albânia, Moldávia, Montenegro e Ucrânia estão a progredir de forma “bastante rápida”. No entanto, Rangel não avançou datas concretas para a adesão destes países ao bloco comunitário.

Durante uma audição na Comissão dos Assuntos Europeus da Assembleia da República, o ministro sublinhou que, apesar de algumas reservas por parte de países como França, Alemanha e os Benelux (Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo), a questão do alargamento da UE “vai pôr-se de forma perentória”. Rangel afirmou que “não haverá mais margem para adiamentos”, indicando que a pressão para avançar com as negociações está a aumentar.

Na terça-feira, a UE formalizou a abertura de dois novos capítulos nas negociações de adesão da Moldávia, enquanto também foram dados passos semelhantes em relação à Ucrânia, Montenegro e Albânia. O ministro destacou a importância de manter o foco no alargamento da UE, especialmente num momento em que a situação geopolítica na Europa está a mudar.

Rangel também comentou a situação da Islândia, referindo que o referendo agendado para 29 de agosto visa determinar se o país deseja reabrir as negociações de adesão à UE, e não para aderir diretamente. “Deixemos as coisas com os islandeses”, disse o ministro, enfatizando a necessidade de respeitar o processo interno do país.

O ministro abordou ainda as dificuldades que os 27 membros da UE enfrentam para aprovar novos pacotes de sanções à Rússia, lamentando as reservas de vários países. Rangel referiu que o conflito entre a Ucrânia e a Rússia está a entrar numa nova fase, com as forças armadas ucranianas a causarem danos significativos em território russo, especialmente nas infraestruturas petrolíferas.

Leia também  Como se formam os preços dos combustíveis em Portugal

Em relação à situação humanitária, Rangel alertou para a necessidade de preparar o inverno na Ucrânia, uma vez que 80% da capacidade energética do país está comprometida. Ele destacou a importância de enviar geradores para ajudar a mitigar os efeitos da crise.

Por outro lado, o ministro desdramatizou as críticas de deputados do Chega sobre a questão das migrações, em particular no que diz respeito ao acordo entre a UE e a Índia. Rangel assegurou que “não existe um plano único” e que Portugal irá sempre proteger os seus interesses nacionais, afirmando que há alternativas à carne brasileira e que o país está preparado para ativar cláusulas de salvaguarda no tratado UE/Mercosul.

O deputado socialista Eduardo Pinheiro questionou a necessidade de reforçar o orçamento da UE com mais fundos para a defesa e para o alargamento, especialmente no que diz respeito à Ucrânia, sublinhando que os atuais recursos não são suficientes para responder a todas as necessidades.

Leia também: Alargamento da UE: conheça os países candidatos à adesão.

alargamento da UE alargamento da UE Nota: análise relacionada com alargamento da UE.

Leia também: Tarifa indexada de eletricidade: vale a pena escolher?

Fonte: ECO

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top