O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a nomeação de Yevgeny Khmara como ministro da Defesa interino, sucedendo a Mykhailo Fedorov, que se demitiu na quarta-feira. Esta mudança ocorre num contexto de tensões internas nas Forças Armadas ucranianas, onde Fedorov expressou descontentamento com o chefe das Forças Armadas, Oleksandr Sirsky.
Zelensky destacou a “vasta experiência” de Khmara nos serviços secretos ucranianos, o SBU, e encarregou-o de dar continuidade às reformas no setor da Defesa. A saída de Fedorov, que ocupou o cargo durante apenas seis meses, foi marcada por desentendimentos que, segundo ele, visavam dividir a Ucrânia em vez de focar na luta contra a Rússia.
“Um Presidente em tempo de guerra não devia ter de escolher numa situação destas”, lamentou Zelensky, referindo-se à necessidade de manter a unidade no comando militar. A demissão de Fedorov ocorreu após manifestações em várias cidades, onde muitos pediam a sua permanência no governo.
As autoridades russas reagiram de forma cética a estas mudanças, com o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, a afirmar que “não importa quem está à frente do Ministério da Defesa ucraniano”. Para Peskov, o que realmente conta é a capacidade de tomar decisões que conduzam a um acordo pacífico.
Além da nomeação de Khmara, o parlamento ucraniano confirmou também Serhiy Koretskyi como novo primeiro-ministro, substituindo Yulia Svyrydenko, que se demitiu com o consentimento da assembleia. Esta remodelação governamental faz parte de uma “nova estratégia política” anunciada por Zelensky.
A situação política na Ucrânia continua a evoluir, refletindo a complexidade do contexto em que o país se encontra. A nomeação de um novo ministro da Defesa e a remodelação do governo são passos que visam fortalecer a liderança ucraniana em tempos de crise.
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Fonte: ECO





