Rebranding do Sporting e da FPF: Análise das Novas Identidades

O mês de julho trouxe uma reviravolta no futebol português com o rebranding do Sporting Clube de Portugal e da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). No dia 1, ambas as instituições revelaram as suas novas identidades visuais, gerando reações diversas entre especialistas e adeptos.

Os especialistas consideram que o rebranding no futebol é uma parte natural da evolução das marcas. Pedro Vilar, chief creative officer do Peter Schmidt Group, refere que estas mudanças são essenciais para que as instituições se mantenham relevantes e contemporâneas. Duarte Vilaça, cofundador da Born, partilha da mesma opinião, sublinhando que estas atualizações são necessárias para alinhar a identidade com os objetivos de gestão.

No caso do Sporting, a mudança já estava prevista no plano estratégico “Future is Coming”, apresentado em setembro de 2024. O rebranding foi oficialmente anunciado durante as comemorações do 120.º aniversário do clube e visa criar uma identidade mais adaptada ao mundo digital e à globalização. A agência britânica JKR foi escolhida para desenvolver esta nova imagem, enquanto a campanha publicitária ficou a cargo da espanhola Señora Rushmore.

No entanto, as opiniões sobre o resultado são divergentes. Pedro Vilar considera que a nova identidade é um passo positivo para a modernização do clube, enquanto Duarte Vilaça expressa reservas, apontando que a nova marca parece olhar para o passado, com referências históricas que não refletem a inovação que o Sporting representa. Para Vilaça, a nova identidade carece de imaginação e não projeta o clube como uma entidade de vanguarda.

Por outro lado, a FPF surpreendeu ao apresentar a sua nova identidade durante o Mundial, o que levou a uma rápida necessidade de esclarecimento. A FPF explicou que a mudança diz respeito apenas à identidade visual corporativa, garantindo que o emblema da Seleção Nacional permanece inalterado. Apesar da explicação, a escolha do momento e a separação entre as identidades corporativa e da Seleção levantaram questões. Vilar critica a decisão de lançar uma nova identidade durante uma competição tão importante, enquanto Vilaça considera a separação das identidades como uma estratégia confusa.

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No panorama do futebol português, clubes como o FC Porto e o SL Benfica também enfrentam o dilema do rebranding. O FC Porto não alterou profundamente a sua identidade desde 1992, enquanto o SL Benfica mantém o seu símbolo desde 1999. Vilar acredita que ambos os clubes têm espaço para evoluir as suas marcas, desde que respeitem a ligação emocional dos adeptos.

Em suma, o rebranding no futebol é um tema que gera debate, especialmente quando se trata de instituições com um património emocional tão forte. A necessidade de equilibrar passado e futuro é crucial para garantir que as novas identidades sejam bem recebidas pelos adeptos. Leia também: O impacto do rebranding no desporto em Portugal.

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Fonte: ECO

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