Retorno do investimento em IA cresce com adoção crescente

Um novo estudo da SAP e da Oxford Economics revela que as empresas em todo o mundo estão a ver um aumento significativo nos retornos dos seus investimentos em inteligência artificial (IA). Este crescimento é impulsionado pela maior adoção da tecnologia e pelo potencial da IA agêntica, que se refere a sistemas capazes de agir de forma autónoma e realizar tarefas orientadas para objetivos.

O relatório, intitulado “Value of AI Report 2026”, inquiriu 2.600 líderes empresariais de 13 países e constatou que o investimento médio em IA por empresa aumentou ligeiramente para 28 milhões de dólares, cerca de 25,8 milhões de euros. O retorno sobre esse investimento, conhecido como ROI, também registou um crescimento acentuado, com as empresas a preverem um ROI médio de 21% para este ano, o que equivale a 6,3 milhões de dólares. Este valor é superior aos 16% registados em 2025 e deverá alcançar 38% dentro de dois anos, ou seja, 15,9 milhões de dólares.

A IA agêntica é um dos principais motores deste crescimento, com o retorno médio gerado por esta tecnologia a prever-se que atinja 17,6 milhões de dólares nos próximos dois anos, quadruplicando em relação às estimativas do ano anterior. Atualmente, cerca de 30% das tarefas realizadas nas empresas são apoiadas por IA, e este número deverá aumentar para 48% nos próximos dois anos.

Sean Kask, Chief AI Strategy Officer da SAP, destacou que a IA evoluiu de uma fase de experimentação para uma fase de execução, traduzindo-se em retornos reais para as empresas. No entanto, Kask alertou para os desafios que ainda persistem, sublinhando a importância de um contexto adequado nos processos, dados e governação. Sem esse contexto, a IA pode gerar atividades que não criam valor e, em alguns casos, introduzir riscos adicionais.

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Apesar dos avanços, a qualidade dos dados continua a ser um obstáculo significativo, com 73% das empresas a reportarem problemas relacionados com dados incompletos. Este cenário leva a retrabalho e atrasos, afetando 79% das organizações. Além disso, apenas 12% das empresas afirmam estar totalmente preparadas para a governação da IA. A requalificação da força de trabalho também não está a acompanhar o ritmo da tecnologia, com 78% das empresas a reconhecerem dificuldades nesse aspeto.

O estudo ainda destaca o conceito de “Empresa Autónoma”, que envolve a integração profunda entre IA, dados, processos e pessoas, como um caminho para gerar valor sustentável. Kask concluiu que gerar valor real a partir da IA não será uma tarefa fácil, exigindo uma nova abordagem que una agentes, processos e pessoas.

Leia também: O impacto da IA no mercado de trabalho e na formação profissional.

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Fonte: Sapo

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