Incentivos do MAI libertam agentes da PSP de funções administrativas

O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou a implementação de incentivos destinados a polícias e trabalhadores civis, com o objetivo de libertar agentes da PSP de funções administrativas. Esta medida foi revelada pelo ministro Luís Neves durante uma cerimónia em Viana do Castelo, onde se comemorou o 150.º aniversário do Comando Distrital da PSP.

Luís Neves explicou que a libertação dos agentes da PSP de tarefas administrativas, que podem ser desempenhadas por trabalhadores civis, permitirá uma melhoria na formação dos polícias e um reforço da sua presença operacional nas ruas. O ministro sublinhou que funções como recursos humanos, contabilidade e gestão documental devem ser asseguradas por pessoal civil qualificado, permitindo que os agentes da PSP se concentrem nas suas funções de patrulhamento e prevenção.

O ex-diretor nacional da Polícia Judiciária fez questão de enfatizar que a resistência a mudanças não será tolerada no seu ministério. “Não têm lugar neste Ministério liderado por mim, nem neste Governo”, afirmou, referindo-se à necessidade de afastar aqueles que se opõem a decisões que beneficiem o país.

O plano do MAI inclui a identificação das funções atualmente desempenhadas por polícias que podem ser transferidas para civis. Assim que essas funções forem mapeadas, o Governo apresentará um conjunto de incentivos tanto para os trabalhadores civis qualificados como para os agentes da PSP. Esta transferência gradual visa permitir que mais polícias regressem às suas funções operacionais, reforçando a proximidade com as comunidades.

Atualmente, os trabalhadores civis representam apenas 3% dos recursos humanos da PSP, enquanto em países europeus essa percentagem varia entre 15% e 25%, podendo ser ainda maior em nações nórdicas. Luís Neves exemplificou que a reorganização da PSP em Lisboa poderá libertar mais de 500 agentes, com a análise a ser feita em conjunto com os comandos distritais.

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A primeira fase da reorganização focar-se-á nos comandos do Porto, Lisboa e Setúbal, onde a pressão sobre o dispositivo policial é mais intensa. Durante a cerimónia, também foi assinado um protocolo de financiamento para a instalação de um sistema de videovigilância em Viana do Castelo, uma medida que visa aumentar a segurança na cidade.

Para enfrentar a falta de agentes e o envelhecimento da força policial, o ministro anunciou que, este ano e no próximo, serão abertos dois cursos de formação para novos agentes da PSP.

O comandante da PSP de Viana do Castelo, Raul Curva, aproveitou a ocasião para solicitar a requalificação das instalações da PSP na região, destacando a necessidade de condições adequadas para os profissionais e para os cidadãos que recorrem à polícia. O presidente da Câmara de Viana do Castelo também se comprometeu a colaborar na recuperação das instalações e na expansão do sistema de videovigilância.

Leia também: A importância da formação contínua para os agentes da PSP.

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Fonte: Sapo

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