No recente Fórum Nacional de Seguros 2026, Pedro Athouguia, responsável pela área de Broking, Specialties & Claims na Concentra, abordou a gestão de sinistros e a importância de uma adequada avaliação de capitais seguros. Athouguia destacou que, na fase de contratação, é crucial negociar coberturas amplas, evitando surpresas desagradáveis quando ocorrem sinistros.
“É fundamental que os termos negociados com as corretoras sejam robustos o suficiente para garantir a proteção dos clientes. Quando um sinistro acontece, a gestão das expectativas é essencial. Precisamos assegurar que não haja uma grande discrepância entre o que o cliente espera receber e o que a seguradora está disposta a pagar”, afirmou Athouguia.
A fase de reconstrução é frequentemente a mais complicada do processo de gestão de sinistros. Contudo, o responsável sublinhou a existência de ferramentas que podem facilitar a resolução de disputas sobre valores. Um exemplo é o simulador disponibilizado pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS), que permite calcular o valor de reconstrução de um imóvel. “Com a introdução de dados específicos, é possível obter um valor que, teoricamente, não poderá ser contestado pelas seguradoras”, explicou.
Athouguia também mencionou as novas metodologias construtivas disponíveis, que possibilitam uma reconstrução mais rápida e, potencialmente, a custos mais baixos. No entanto, para que estas metodologias sejam aceites e indemnizadas pelas seguradoras, é necessário que o contrato inclua cláusulas que permitam essa adaptação.
A gestão de sinistros é um tema complexo, mas com as ferramentas e abordagens certas, é possível minimizar os desafios e garantir uma recuperação eficaz. Leia também: “Como escolher o seguro certo para a sua casa”.
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Fonte: ECO





