O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as eleições intercalares de novembro não condicionam as decisões da administração norte-americana em relação ao conflito com o Irão, nem à crise no estreito de Ormuz. Durante um encontro na Casa Branca com o Presidente libanês, Joseph Aoun, Trump declarou: “As ações do Irão em torno do estreito provavelmente não terão qualquer impacto sobre mim. Vou apenas fazer a coisa certa”.
Questionado sobre a possibilidade de Teerão estar a tentar influenciar as eleições através de ameaças à navegação na estratégica via marítima, Trump rejeitou essa ideia, afirmando que não vê a situação dessa forma. O Presidente norte-americano também desvalorizou a interpretação de que a proximidade das eleições intercalares, marcadas para 3 de novembro, esteja a influenciar a estratégia da Casa Branca em relação ao Irão.
A administração enfrenta uma crise com o Irão, num contexto de pressão política interna, exacerbada pelo impacto económico do conflito e pelo aumento dos preços da energia. De acordo com uma sondagem do Pew Research Center, apenas 34% dos norte-americanos aprovam o desempenho de Trump, o valor mais baixo desde o início do seu segundo mandato. Um estudo da Universidade Brown estima que o aumento dos preços da gasolina e do gasóleo, desde o início da guerra com o Irão, tenha gerado um custo adicional de cerca de 71 mil milhões de dólares para os consumidores.
Trump também afirmou que o Irão “está desesperado” para negociar, mas advertiu que os Estados Unidos intensificarão a sua ofensiva militar caso Teerão continue a atacar navios no estreito de Ormuz. O Presidente norte-americano voltou a ameaçar com retaliações se o Irão insistir em tentar reconstruir as suas instalações nucleares. “Vamos atacar essa instalação”, garantiu Trump, referindo-se a qualquer tentativa de Teerão de desenvolver armas nucleares.
O chefe de Estado norte-americano sublinhou que a campanha militar dos EUA causou danos significativos ao Irão, prevendo que o país levará “entre 20 e 25 anos” a recuperar. Trump afirmou que o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos no estreito de Ormuz “está em vigor” e é “total”, assegurando que “ninguém pode passar”.
O secretário da Defesa, Pete Hegseth, reiterou que o Irão ainda tem “todas as oportunidades para negociar” e avisou que Washington responderá com maior intensidade caso os ataques contra embarcações comerciais continuem. “Se forem disparar sobre um navio mercante, então atacá-los-emos, como disse o presidente, 10 vezes mais forte”, afirmou Hegseth.
Trump deixou também um aviso aos rebeldes huthis do Iémen, aliados do Irão, garantindo que os Estados Unidos responderão caso o grupo tente bloquear o tráfego marítimo no mar Vermelho. “Se algo assim acontecer, vamos lidar com isso”, concluiu.
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Fonte: Sapo





