Irão perto de acordo nuclear para resolver conflito com EUA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irão está a ser “duramente atingido” pelas forças norte-americanas e que “estará pronto muito em breve” para concluir um acordo nuclear que possa travar o conflito em curso. Durante um comício na Geórgia, Trump referiu que, apesar de o Irão estar a sofrer, ainda não está preparado para um acordo definitivo. “Estão a ser duramente atingidos e querem fazer um acordo. Mas eu digo que não estão prontos para fazer um acordo porque cada vez que fazem um, querem mudá-lo”, disse Trump.

A situação escalou após a morte de quatro militares norte-americanos em ataques iranianos na Jordânia e no Iraque, as primeiras baixas desde o rompimento do cessar-fogo. Desde o início da ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão, em fevereiro, o número de mortos norte-americanos subiu para 18. Trump sublinhou que o Irão pagará “caro” por estas mortes.

Recentemente, Washington e Teerão assinaram um memorando de entendimento para estabelecer um cessar-fogo e permitir negociações sobre o programa nuclear iraniano. Contudo, a trégua falhou e os dois países têm estado envolvidos em confrontos nas últimas semanas. Trump minimizou a gravidade da situação, comparando-a a conflitos anteriores, como as guerras do Vietname e do Iraque.

Além disso, Trump ameaçou retaliar contra infraestruturas civis iranianas se Teerão atacar navios no estreito de Ormuz. “A partir de agora, sempre que a República Islâmica do Irão disparar contra um navio no estreito de Ormuz, os Estados Unidos bombardearão e destruirão uma ponte ou uma central elétrica”, afirmou na rede social Truth Social.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que mais de 900 navios comerciais atravessaram o estreito de Ormuz desde maio, com o apoio das Forças Armadas americanas, apesar das ameaças iranianas. “Os navios comerciais continuam a usar o estreito com o apoio militar dos EUA”, garantiu o Centcom.

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Por outro lado, a Arábia Saudita poderá desenvolver um programa nuclear civil e enriquecer urânio, de acordo com um novo acordo assinado com os Estados Unidos. O secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, afirmou que o acordo tem “propósitos pacíficos” e visa reforçar as relações comerciais entre os dois países. Este entendimento, conhecido como “Acordo 123”, permitirá que empresas norte-americanas tenham acesso preferencial ao setor de energia nuclear saudita.

O acordo, que ainda precisa de ratificação pelo Congresso, gerou críticas entre alguns congressistas democratas, que instaram o Congresso a rejeitá-lo. Desde que Trump assumiu o poder em 2015, tem procurado estreitar laços com a Arábia Saudita, um dos principais aliados dos EUA no Médio Oriente, apesar das controvérsias em torno do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

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Fonte: ECO

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