O grupo Ramada fechou o primeiro semestre de 2026 com um resultado líquido consolidado de 2,9 milhões de euros, o que representa um aumento de 31,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, as receitas totais do grupo Ramada Investimentos e Indústria registaram uma queda de 12,2%, totalizando 5,7 milhões de euros até junho, conforme comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Este desempenho negativo nas receitas é atribuído, em grande parte, à venda de imóveis arrendados à Socitrel em 2025, que resultou na perda da sua contribuição para os rendimentos do grupo Ramada. Além disso, a empresa também menciona a mais-valia obtida em 2025 com a alienação de um armazém localizado em Palmela, que influenciou os resultados.
Os custos totais do grupo Ramada aumentaram significativamente, atingindo 1,29 milhões de euros, o que representa um crescimento de 75,7% face ao primeiro semestre de 2025. Este aumento é explicado pelo incremento dos encargos com conservação e reparação, bem como pelos custos associados ao processo de cancelamento de inscrições hipotecárias e consignações de rendimentos que oneravam os imóveis rústicos do grupo.
O impacto das tempestades Kristin e Marta, que afetaram a região Centro em fevereiro, também teve um papel relevante. Os danos causados nos imóveis industriais do grupo Ramada, especialmente em Vieira de Leiria e na Marinha Grande, exigiram intervenções rápidas para assegurar a operacionalidade e preservar o valor dos ativos. A empresa destacou que foram realizadas todas as reparações necessárias para minimizar os impactos nas atividades dos arrendatários.
No que diz respeito ao EBITDA, este caiu 25% em comparação com o período homólogo, fixando-se em 3,789 milhões de euros. Apesar do aumento dos lucros, o grupo Ramada enfrenta desafios significativos na sua operação, refletidos na diminuição das receitas e no aumento dos custos.
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Fonte: ECO





