PS acusa Chega de querer fragilizar a PJ e questiona motivações

O Partido Socialista (PS) manifestou, esta sexta-feira, a sua preocupação com a intenção do Chega de fragilizar a Polícia Judiciária (PJ) através de uma comissão parlamentar de inquérito. Esta comissão visa investigar os mandatos do atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, enquanto diretor nacional da PJ. A afirmação foi feita pelo líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, durante uma conferência de imprensa.

Eurico Brilhante Dias expressou a sua surpresa face à escolha do Chega, considerando que, num momento em que o país enfrenta um processo que afeta milhares de alunos e suas famílias, a prioridade do partido deveria ser outra. “É surpreendente que o Chega opte por investigar um caso individual de integridade de um membro do Governo em vez de focar em questões que impactam a sociedade”, afirmou.

O PS defende que o ministro da Administração Interna deve prestar esclarecimentos sobre a sua atuação, uma vez que “a integridade é fundamental no exercício de funções públicas”. O líder parlamentar socialista antecipou que, na próxima semana, o ministro deverá fornecer um esclarecimento completo sobre a situação. “Após essa intervenção, o PS pronunciar-se-á sobre a qualidade da resposta”, garantiu.

No entanto, Eurico Brilhante Dias sublinhou que o PS não irá permitir que se fragilize a PJ, uma instituição essencial no combate ao crime. O líder socialista questionou as motivações do Chega: “Por que razão o Chega quer fragilizar a PJ? Será devido às investigações sobre as ligações do Movimento 1143 ao Chega? Ou pelas conexões do Movimento Armilar, que tinha uma lista de alvos indesejáveis e que está claramente ligado ao Chega?”

Eurico Brilhante Dias foi ainda mais incisivo, levantando questões sobre o receio do Chega em relação a investigações que podem ligar alguns financiadores ao partido e à extrema-direita. “Não me compete proteger o ministro da Administração Interna do primeiro-ministro Luís Montenegro. O PS exige transparência e respostas, pois a integridade no exercício de funções públicas é uma exigência. Aqueles que não estão dispostos a ser íntegros não devem estar na vida pública”, concluiu.

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Fonte: Sapo

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