Vendas de arte e luxo disparam em 2026 nas leiloeiras Christie’s e Sotheby’s

As leiloeiras Christie’s e Sotheby’s reportaram um aumento significativo nas suas vendas na primeira metade de 2026, superando os resultados do ano anterior. Ambas as casas de leilão alcançaram um total de cerca de 3,8 mil milhões de euros em vendas, com a Christie’s a destacar-se ligeiramente ao atingir 3,93 mil milhões de euros, enquanto a Sotheby’s somou 3,85 mil milhões de euros.

Na Christie’s, as vendas em leilão subiram para 3,06 mil milhões de euros, um aumento impressionante de 71% em relação a 2025. As vendas privadas também foram notáveis, ultrapassando os 875 milhões de euros, um recorde para a empresa. A Sotheby’s, por sua vez, registou um crescimento de 58% nas vendas, com cerca de 2,98 mil milhões de euros provenientes de leilões e 723 milhões de euros em vendas privadas.

Os resultados positivos refletem uma recuperação do mercado de leilões, impulsionada pelo regresso de grandes coleções e um aumento no número de compradores internacionais. Bonnie Brennan, CEO da Christie’s, afirmou que estes resultados foram alcançados através de uma gestão eficaz do capital, que permitiu expandir as margens de EBITDA e reforçar a solidez financeira da empresa. Charles F. Stewart, CEO da Sotheby’s, destacou a procura crescente por obras de arte e itens de luxo, o que contribuiu para o desempenho robusto da empresa.

Um dos marcos deste semestre foi a venda da coleção do editor S. I. Newhouse pela Christie’s, que arrecadou cerca de 552 milhões de euros, incluindo obras de mestres como Picasso e Pollock. A Sotheby’s também teve sucesso, com a venda da coleção de Joe Lewis a totalizar 355,5 milhões de euros, estabelecendo um novo recorde no Reino Unido.

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O perfil dos compradores está a mudar, com uma crescente presença de jovens colecionadores. A Christie’s notou que 47% dos novos clientes pertencem às gerações Millennial e Z. As vendas online também desempenharam um papel importante, representando 63% dos novos licitantes e compradores.

O segmento de luxo, que inclui automóveis e relógios, também registou um crescimento significativo. A Christie’s vendeu cerca de 471,7 milhões de euros em itens de luxo, enquanto a Sotheby’s destacou um leilão de relógios que arrecadou 46,3 milhões de euros, um recorde na Ásia.

À medida que o mercado de leilões continua a evoluir, as expectativas para a segunda metade de 2026 são otimistas. A Christie’s e a Sotheby’s planeiam uma série de leilões e exposições que prometem atrair ainda mais compradores. Leia também: “O futuro das leiloeiras: tendências e previsões para 2026”.

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Fonte: ECO

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